May 16, 2014 / 2:18 PM / in 3 years

Técnico belga Wilmots ganha confiança da torcida

3 Min, DE LEITURA

BRUXELAS (Reuters) - Poucos foram os que receberam bem a ideia de ter o inexperiente Marc Wilmots como técnico da Bélgica, em 2012. Dois anos mais tarde, dirigentes e torcedores estão implorando para ele ficar.

A reputação de Wilmots como jogador é inquestionável, tendo participado de três Copas do Mundo (1994, 1998 e 2002), com oito partidas e cinco gols. Ele também foi capitão da equipe em 2002, ano da última aparição da Bélgica em grandes torneios internacionais.

Um meia obstinado, apelidado “Kampfschwein” (porco de luta) pelos torcedores do Schalke 04, time pelo qual venceu a Copa da Uefa em 1997, Wilmots foi titular 70 vezes pela Bélgica, marcando 29 gols.

Após se aposentar aos 45 anos, aventurou-se na política e começou carreira de treinador, embora sua primeira tentativa como técnico, no humilde clube belga St Truiden, tenha durado apenas oito meses.

A virada começou em 2009, quando o holandês Dick Advocaat o colocou como assistente na seleção belga, uma função que ele manteve junto ao sucessor de Advocaat, Georges Leekens, que renunciou subitamente em maio de 2012.

Muitos na Bélgica esperavam uma contratação de peso, tal como Eric Gerets, integrante da seleção que chegou às semifinais da Copa de 1986 e tinha uma carreira estabelecida como técnico na Alemanha, Turquia e França. Mas ele decidiu permanecer como técnico do Marrocos, apenas para ser demitido alguns meses depois.

Wilmots não mexeu muito na equipe que herdou, mas criou um clima de união muito melhor do que o seu predecessor, incluindo entre os jogadores do banco.

O meia Eden Hazard saiu caminhando do estádio para uma barraca de hambúrgueres próxima ao ser substituído por Leekens durante uma partida de classificação para o Campeonato Europeu em 2011, em um incidente apelidado “bugergate”.

Sob a tutela de Wilmots, Hazard melhorou seu comportamento, mesmo que o técnico continue a pressioná-lo a reproduzir seu excelente desempenho no Chelsea com mais regularidade pela seleção nacional.

As equipes de Wilmots geralmente começam vencendo, e somente uma vez a Bélgica ficou atrás no placar tendo ele como treinador, na derrota por 1 x 0 para a Inglaterra, segunda partida em que esteve no comando.

A Bélgica claramente acredita ter agora o homem certo no cargo.

Wilmots prorrogou seu contrato por quatro anos em abril, no valor de 800 mil euros por ano, tornando-o o técnico mais bem pago da Bélgica e mantendo à frente da seleção até a Copa do Mundo da Rússia, em 2018.

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