16 de Maio de 2014 / às 14:23 / em 3 anos

Deschamps tenta levar o toque de Midas de volta à França

PARIS (Reuters) - Em menos de dois anos de trabalho, o técnico Didier Deschamps transformou a equipe francesa, descrita até então como um bando de rebeldes que ganham dinheiro demais, em um time competitivo com boa chances de chegar às semifinais da Copa do Mundo no Brasil.

O ex-capitão da França, de 45 anos, que como jogador ajudou os Blues a conquistar os títulos da Copa de 1998 e da Euro de 2000, foi campeão em todos os clubes que treinou e fez o mesmo em três dos seis clubes pelos quais jogou.

Apesar de a França parecer muito atrás de Espanha, Alemanha ou Brasil, o espírito obsessivamente competitivo de Deschamps certamente será um trunfo e o capitão mais jovem a levantar a Liga dos Campeões tem o toque de Midas como treinador.

Em 2007, ele ajudou a Juventus a conseguir o acesso imediato de volta à Serie A depois que o clube foi rebaixado por causa de um escândalo de manipulação de resultados.

Antes de ir para a Itália, Deschamps levou o Monaco ao título da Copa da Liga e à final da Liga dos Campeões. Depois do título da segunda divisão com a Juve, o Marseille ganhou sua primeira liga francesa em 18 anos com Deschamps.

Foi a sequência de uma carreira de sucesso como jogador, durante a qual ele preferiu o pragmatismo a um estilo de jogo mais solto no meio-campo e em que conquistou títulos no Marseille, na Juventus e no Chelsea.

Ele chegou perto com o Valencia também, vice-campeão da Liga dos Campeões em 2001, no final da sua carreira pelos campos.

De origem basca, Deschamps foi a barreira de contençã da França durante os seus melhores anos e não é coincidência que a geração de ouro da seleção tenha implodido depois que ele se aposentou, com o título da Euro de 2000.

Deschamps, cujo principal objetivo é a Eurocopa de 2016, na França, segue os passos de Aime Jacquet, o homem que guiou a França ao título da Copa do Mundo em 1998.

Jacquet construiu sua equipe em torno de Zinedine Zidane, preterindo Eric Cantona quando os Bleus chegaram às semifinais da Euro de 1996. Zidane era o criador, Deschamps era o protetor.

Jacquet relembra a influência e a responsabilidade que ele investiu em Deschamps, que foi incluído por Pelé na lista de 125 melhores jogadores vivos, quando a Fifa celebrou seu centenário em 2004.

“Conversávamos o tempo inteiro. Ele era meu representante no gramado”, disse Jacquet.

A autoridade de Deschamps é raramente contestada, e ele está pouco a pouco enterrando os fantasmas da África do Sul, quando a equipe francesa rebelou-se contra o treinador Raymond Domenech.

Ele suprimiu qualquer forma de rebelião em uma equipe com pouca auto-confiança. 

“Minha carreira de jogador me ajudou a lidar com diferentes situações”, disse Deschamps à Reuters ano passado.

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