16 de Maio de 2014 / às 14:23 / em 3 anos

Conservador, Hodgson deixa Inglaterra mais solta com jovens talentos

LONDRES (Reuters) - No ano em que a Inglaterra conseguiu seu maior sucesso no futebol, a conquista da Copa do Mundo de 1966, um jovem inglês tinha um futuro incerto pela frente após ser dispensado por seu clube sem conseguir chegar aos profissionais.

Este homem é atualmente o técnico da seleção inglesa, Roy Hodgson, que agora enfrenta a difícil missão de ter que fazer tudo certo para que seu time conquiste o título mundial pela primeira vez desde o ano em que que ele foi dispensado pelo Crystal Palace, há quase meio século.

Ele apostou numa equipe com jovens opções ofensivas ao lado de talentos experientes no meio-campo, como Steven Gerrard e Frank Lampard.

“Eu não acho que seja possível vencer partidas facilmente se permitirmos que o adversário tenha tanto tempo e espaço”, disse. “Mas é importante ser organizado”, disse, recorrendo a sua própria tática -- a habilidade de ser eloquente e ao mesmo tempo manter as cartas bem próximas ao peito.

Ele consegue fazer isso fluentemente em cinco línguas: inglês, francês, alemão, italiano e sueco.

“Precisa ter muita cautela para dizer que ‘esse é nosso estilo de jogo’”, disse.

“Futebol é, e sempre será, vencer jogos. Você não pode sacrificar a chance de vencer por causa de um certo estilo de jogo que decidiu adotar.”

O que é certo é que Hodgson está em uma posição invejável depois de se tornar o primeiro técnico inglês a levar a seleção à Copa do Mundo desde Glenn Hoddle, na França, 16 anos atrás.

Apesar de enfrentar o dilema de todos os treinadores, de encontrar o balanço exato entre jogadores estabelecidos e novos talentos, ele tem muito mais escolhas de jovens do que parecia provável três ou quatro anos atrás.

Raheem Sterling e Jordan Henderson, do Liverpool, Alex Oxlade-Chamberlain e Jack Wilshere, do Arsenal, Luke Shaw e Adam Lallana, do Southampton, todos conquistaram vaga na equipe.

“Acho que temos um bom equilíbrio”, disse Hodgson em entrevista coletiva após o anúncio da convocação dos jogadores para o Mundial.

“Acho que eles (os jovens) se impuseram e impuseram sua habilidade. Se eu tivesse escolhido o time em outubro, depois dos últimos jogos das eliminatórias da Copa, eu teria uma visão diferente”, acrescentou.

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