Apesar de turbulências, Halilhodzic está de volta à Copa

sexta-feira, 16 de maio de 2014 11:27 BRT
 

ARGEL (Reuters) - Vahid Halilhodzic foi demitido apenas meses antes de levar a Costa do Marfim à Copa do Mundo em 2010, e sua atual passagem pela Argélia tem se demonstrado igualmente turbulenta.

Mas o franco-bósnio deve estar a bordo quando a Argélia jogar sua primeira partida pelo Grupo H contra a Bélgica em Belo Horizonte, no dia 17 de junho, no que deve ser o retorno do técnico a Mundiais após atuar como jogador pela Iugoslávia na Copa da 1982, na Espanha.

O técnico de 61 anos tem mantido uma relação conturbada com seus subordinados argelinos, e chegou a ameaçar uma saída prematura do posto, de modo semelhante ao episódio no qual perdeu o cargo antes da Copa de 2010.

Na ocasião, ele havia treinado a Costa do Marfim por uma confortável campanha de classificação e uma longa sequência sem perder, até que uma derrota para a Argélia nas quartas de final da Copa da África em 2010, em Angola, lhe custou o posto apenas meses antes do Mundial na África do Sul.

Halilhodzic foi um prolífico atacante pelo Velez Mostar antes de seguir para a França, onde conquistou o título francês com o Nantes, em 1983, e também jogou pelo Paris St. Germain. Ele defendeu a seleção da Iugoslávia na Copa de 1982, entrando em campo duas vezes.

Como técnico, Halilhodzic levou o Lille da segunda divisão francesa à Liga dos Campeões, e também teve passagens pelo Stade Rennes e o Paris St. Germain. Em 1997, ele venceu a Liga dos Campeões da África como técnico do marroquino Raja Casablanca.

E mesmo que ele tenha uma reputação de ter um temperamento explosivo, o que não lhe falta é experiência, tendo treinado também as seleções da Turquia, Arábia Saudita e Croácia.

Embora ninguém espere realisticamente que a Argélia vença a Copa do Mundo, há ainda uma série de outras metas a serem conquistadas.

“Somos um pequeno país e nosso primeiro objetivo é vencer uma partida, para então, se possível, se qualificar para as finais, porque esse é um feito inédito para a Argélia", disse.

“Nós também somos a única equipe do norte da África na competição e queremos ter certeza de representar bem o país, fazendo-o orgulhoso de nós.”

(Por Mark Gleeson, na Cidade do Cabo)