16 de Maio de 2014 / às 14:29 / 3 anos atrás

Hong busca reviver dias de glória com a Coreia do Sul

SEUL (Reuters) - Os torcedores da Coreia do Sul adoram reviver os tempos de glória de 2002, quando Guus Hiddink liderou a equipe até a semifinal de uma Copa do Mundo jogada em casa.

Agora com Hong Myung-bo, eles têm não só um atleta que jogou sob o comando do mestre holandês, como alguém que ao lado dele também deu os primeiros passos como técnico.

Hong, jogador que mais entrou em campo pela Coreia do Sul, assumiu como técnico após o muito criticado Choi Kang-hee deixar o cargo depois de uma pouco inspirada campanha de classificação para 2014, em que os coreanos se classificaram no aperto.

Hong impressionou como técnico da equipe olímpica sul-coreana, medalhista de bronze nos Jogos de Londres, e foi assistente de Hiddink no clube russo Anzhi Makhachkala, antes do holandês pedir demissão.

Os primeiros jogos de Hong no comando da Coreia do Sul foram difíceis e a seleção nacional teve dificuldades para se adaptar ao estilo e tática do novo chefe.

Mas, assim como Hiddink, Hong nunca temeu enfrentar as principais seleções do mundo.

Em uma entrevista à revista World Soccer em abril, ele disse: “Não deveria haver medo. O tempo que nos resta, nós devemos aproveitá-lo sabiamente, e temos que ajudar nosso jogadores jovens a adquirir confiança."

“O futebol coreano tem demonstrado nos últimos anos que pode alcançar grandes conquistas e que não há nada a temer.”

A Coreia do Sul jogou contra Brasil, Croácia, Suíça e Rússia, entre outros, nos últimos dois anos, e de amostras do que pode fazer sob o comando de Hong.

Por outro lado, eles algumas vezes tiveram dificuldades para derrotar adversários que esperavam superar com facilidade.

Em busca da melhor fórmula para a Coreia, Hong acertou sua tática na vitória de 2 x 1 sobre a Suíça no fim do ano passado. E a seleção rearfirmou sua confiança ao derrotar a Grécia por 2 x 0, em março.

Enquanto a vitória em Atenas deu à Coreia uma muito bem-vinda injeção de autoestima, após derrotas em amistosos contra o México e os Estados Unidos, quando jogadores inexperientes tiveram chance de jogar, ficou claro que Hong ainda precisa trabalhar as falhas na defesa.

Um grande driblador em seus tempo de jogador, Hong parece incerto se tem um elenco mais apropriado para uma linha defensiva com três homens e dois laterais que vão ao ataque, ou se uma zaga tradicional, com quatro homens recuados, é a melhor escolha.

Personalidade mais respeitada do futebol sul-coreano, após jogar 136 vezes com a camisa de seu país, Hong, de 45 anos, é idolatrado pelos jovens integrantes do elenco e sua autoridade nunca chegou perto de ser questionada nos vestiários.

É provável que a federação coreana dê mais tempo para Hong moldar a seleção nacional pelos próximos anos, dando aos sul-coreanos uma boa dose de liberdade no Brasil, onde vão enfrentar a Bélgica, Argélia e Rússia pelo Grupo H.

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