Convocado de última hora, técnico Herrera é esperança da seleção mexicana

sexta-feira, 16 de maio de 2014 11:29 BRT
 

Por Carlos Calvo

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - Homem robusto e sinônimo de superação, Miguel Herrera recebeu a missão de liderar o México na Copa do Mundo do Brasil na esteira de três rápidas substituições de técnico no ano passado.

Herrera conquistou o título mexicano de 2013 com o América em maio e levou o time à final da temporada 2014, e em outubro passado foi chamado para atender uma emergência nacional.

José Manuel de la Torre, seu assistente Luis Fernando Tena e Victor Vucetich não conseguiram mudar a sorte do México nas eliminatórias da Concacaf e foram demitidos um após o outro em um intervalo de seis semanas.

O México corria o risco de ser eliminado antes de ter a chance de disputar um playoff intercontinental com a Nova Zelândia em novembro em busca de uma das últimas vagas para a Copa de 2014.

“A verdade é que não esperava minha nomeação, esperava participar da próxima escolha, porque tinha certeza de que 'Chepo' (del la Torre) ficaria com o cargo", disse Herrera à Reuters.

“De repente a coisa caiu no meu colo: me pedem um resultado, consigo e resolvem apostar em mim”, declarou ele em uma entrevista.

Apelidado de “Piolho”, em parte por causa de sua baixa estatura, Herrera irá tentar repetir com a seleção o feito que obteve com o América, o grande time mexicano de propriedade da gigante televisiva Televisa.

Ele chegou ao clube em 2012 com a tarefa de tirá-lo de uma crise. Na última temporada do Campeonato Mexicano, o América conquistou seu 11º título, o primeiro desde 2005, muito tempo para um time grande na América Latina.

O México almeja pelo menos igualar seu melhor desempenho em Copas do Mundo: chegar às quartas de final, como fez quando sediou o evento em 1970 e 1986.