Um "outro" Luis Suárez recebe chance de ouro na seleção de Honduras

sexta-feira, 16 de maio de 2014 11:30 BRT
 

TEGUCIGALPA (Reuters) - Serão dois Luis Suárez na Copa do Mundo de 2014 no Brasil: um tentando levar o Uruguai ao primeiro título celeste desde 1950 e o outro, colombiano, esperando por um sucesso mais modesto à frente da seleção de Honduras.

Luis Fernando Suárez não é tão famoso como seu xará uruguaio, mas já teve dias de glória em Copas do Mundo também, quando sua seleção do Equador bateu a Polônia por 2 x 0 na Copa do Mundo de 2006 na Alemanha.

Agora comandando Honduras, a dúvida é se o desempenho de sua seleção vai superar o Equador de oito anos atrás.

Em entrevista à Reuters, ele admitiu que a experiência na seleção equatoriana pode ser de grande valia para 2014, ainda mais com as duas equipes se enfrentando na segunda rodada, em Curitiba.

"Eu devo ter comandado quatro ou cinco jogadores do elenco atual, então sei alguma coisa sobre eles. Mas não há grande vantagem em jogar contra outro time latino-americano, na verdade."

"O que pode nos ajudar é jogar em Manaus contra a Suíça aproveitando o clima quente e úmido, diferente do jogo contra a França em Porto Alegre, que terá clima frio. Mas no final das contas, nossa ambição é superar o que Honduras conquistou em suas últimas Copas do Mundo. Nosso desafio é passar de fase."

O sorteio dos grupos em dezembro colocou Honduras em um grupo difícil, que também tem a Suíça. Para Suarez, no entanto, o grupo é muito parelho e aberto: "Todos os times têm boas possibilidades".

A única coisa que o deixa reticente é ter de jogar contra sua antiga equipe, Equador, que avançou pela primeira vez às oitavas de final sob seu comando em 2006. A seleção acabou eliminada pela Inglaterra.

Suárez deveria ter sido o treinador da seleção equatoriana na Copa de 2010, mas perdeu o cargo após uma série de derrotas nas eliminatórias. O Equador acabou não se classificando para o Mundial na África do Sul.

Sua experiência à frente dos equatorianos pode ser crucial para Honduras em 2014.

(Por Mary Milliken)