May 16, 2014 / 2:59 PM / 3 years ago

Genioso, Zaccheroni tem enorme teste pela frente com a seleção do Japão

3 Min, DE LEITURA

(Reuters) - Alberto Zaccheroni fez tudo o que pôde ao longo de seus quatro anos à frente da seleção do Japão a fim de acabar com o estereótipo de treinador italiano retranqueiro. 

O técnico conseguiu transformar os Samurais em um time compacto e ofensivo, adepto da marcação sob pressão no campo de ataque, capaz de penetrar na área rival e marcar contra o mais duro dos adversários. 

Esse estilo empolgante só é colocado em prática graças a armadores do quilate de Shinji Kagawa e Keisuke Honda e por conta de laterais capazes de atacar e pensar o jogo, como Yugo Nagatomo e Atsuto Uchida. No entanto, tudo isso tem um custo: a defesa japonesa é muito vazada.

Foram quatro gols sofridos diante de Itália e Uruguai em 2013, três diante de Brasil e China e defesa vazada em partidas contra Bielorrússia, Sérvia, Bulgária e Jordânia. 

No ataque, não houve seca nas 26 partidas que os japoneses fizeram entre 1º de agosto de 2012 e o último mês de março, quando enfrentaram a Nova Zelândia em Tóquio: foram 39 gols marcados, mas também 39 sofridos. 

O fraco desempenho da defesa tirou um pouco do brilho das primeiras conquistas de Zaccheroni, em sua primeira incursão no mundo das seleções, agora tratado com certo ceticismo pelos japoneses.

Enquanto os torcedores esperavam por Manuel Pellegrini ou Marcelo Bielsa para suceder Takeshi Okada, demitido depois da eliminação nas oitavas de final da Copa de 2010, os dirigentes acabaram sendo mais cautelosos e anunciaram o italiano para o cargo.

Zaccheroni havia encerrado um hiato de três anos sem treinar equipes de futebol e assumido a Juventus, mas seu trabalho na equipe acabou sendo mal sucedido e durou somente quatro meses, e acabou em maio de 2010.

O treinador fez seu nome na Udinese abusando de inovações táticas antes de se juntar ao Milan e levar a equipe ao título italiano em 1999 com a equipe jogando no esquema 3-4-3, atualmente em prática na seleção do Japão.

O italiano mudou para 4-2-3-1 na ocasião do título da Copa da Ásia em janeiro de 2011, mas fez diversas modificações na medida em que via sua seleção sucumbir diante de rivais mais poderosos, que foram solicitados pelo próprio treinador à federação japonesa de futebol. 

Da arquibancada foram ouvidas algumas queixas de torcedores descontentes com a persistência do treinador, que insistia em escalar Yasuyuki Konno no miolo do zaga apesar dos problemas na defesa e do clube do jogador, o Gamba Osaka, ter caído para a segunda divisão. 

Para não repetir Austrália e Coreia do Sul, que tiveram dificuldade para demitir e contratar treinadores, a federação local segurou Zaccheroni e o italiano conseguiu, em alguns amistosos, afastar a má imagem que ficou após a surpreendente derrota para a Jordânia nas Eliminatórias da Ásia.

Mas assim como para a maioria dos 32 técnicos, o teste de fogo para Zaccheroni será a partir de junho, quando o Japão tentará pela primeira vez chegar às quartas de final da Copa do Mundo em sua quinta participação consecutiva.

Por Patrick Johnston

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