16 de Maio de 2014 / às 14:59 / em 3 anos

Técnico da Nigéria espera compensar no Brasil fracasso da Copa de 1994

CIDADE DO CABO (Reuters) - O técnico da Nigéria, Stephen Keshi, finalmente volta à Copa do Mundo depois de 20 anos, torcendo por uma grande melhoria em relação à sua experiência anterior no maior palco mundial do futebol.

Keshi, cujo apelido é “Chefão”, era o capitão da Nigéria em seu primeiro Mundial, em 1994, nos Estados Unidos, mas se desentendeu com o técnico holandês Clemens Westerhof e só jogou em uma das quatro partidas de sua seleção.

Ele se mostrou uma figura amarga e apagada quando a Nigéria conquistou uma vaga na segunda rodada e perdeu por pouco da Itália.

Isso foi o fim de sua carreira internacional, mas logo em seguida ele vestiu a camisa de técnico assistente do time nigeriano.

Hoje, entretanto, o quadro é promissor. Ele conseguiu driblar as intensas disputas políticas internas que com frequência atrapalham a federação de futebol da Nigéria, e sua seleção e ele chegam ao Brasil com a coroa de campeões africanos e uma chance real de passar da primeira fase em um grupo que inclui Argentina, Irã e a estreante Bósnia.

Indagado se a pressão aumenta por a Nigéria ser o maior time africano atual, Keshi disse que não – e que não está estressado com a tarefa que tem pela frente.

“Não, não sinto a pressão. Neste esporte, há três coisas que podem acontecer, você pode ganhar, empatar ou perder. Aconteça o que acontecer, você tem que ir em frente.”

“É verdade que as pessoas estão atentas a nós agora, sempre há muita expectativa em casa – mas sem pânico. Tudo que posso fazer é me concentrar no meu trabalho e nos meus jogadores, é isso.”

Em 2004, frustrado pela falta de oportunidade de comandar sozinho a seleção, ele assumiu como técnico do Togo e surpreendeu classificando o pequeno país do oeste africano para a Copa de 2006.

Mas não teve oportunidade de voltar ao Mundial, demitido meses antes do torneio na Alemanha depois que uma desavença com o essencial atacante Emmanuel Adebayor obrigou as autoridades a escolher entre os dois.

Keshi, que morou na Califórnia nos últimos 20 anos, mais tarde treinou o Mali para a Copa das Nações africanas de 2010, mas o time, embora forte, decepcionou.

A incapacidade de seu ex-colega de equipe Samson Siasia classificar a Nigéria para a Copa Africana das Nações de 2012 enfim deu a Keshi uma chance de tomar o leme.

Em um ano no cargo o técnico de 52 anos conquistou a Copa Africana das Nações de 2013, tornando-se o segundo homem a fazê-lo como jogador e treinador.

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