Inovador, técnico Finke saboreia um novo desafio com Camarões

sexta-feira, 16 de maio de 2014 12:03 BRT
 

Por Mark Gleeson

CIDADE DO CABO (Reuters) - Volker Finke foi um dos primeiros técnicos do futebol alemão a utilizar jogadores africanos regularmente em sua equipe, o Freiburg, e agora, aos 66 anos, se encontra diante da seleção de Camarões que vai disputar o Mundial.

O treinador foi nomeado para o cargo em junho e a seleção ganhou apenas duas de sete partidas disputadas. Tem sido um período difícil, marcado pela resistência a sua indicação para o cargo e por um crescente descontentamento após a derrota por 5 x 1 para Portugal num amistoso em março.

Mas isso não é nada se comparado com a dificuldade de um grupo com Brasil, Croácia e México.

Como ele disse recentemente à Reuters: "A partida contra os anfitriões talvez seja a mais fácil porque como treinador você não precisa passar nenhuma motivação, porque para um jogador ter a possibilidade de jogar contra o Brasil é uma grande conquista na carreira."

"Não haverá mais de uma possibilidade em uma carreira de participar de um Mundial no Brasil. É realmente uma boa aventura, uma oportunidade que acontece uma vez na vida", acrescentou.

Essa é a segunda experiência do técnico no exterior após 16 anos no Freiburg, época em que sua equipe subiu e desceu de divisão em três oportunidades ao longo do maior período de um técnico à frente de um clube no futebol profissional alemão.

Na Alemanha, Finke era admirado por sua inovação tática e era frequentemente procurado por suas opiniões filosóficas sobre o esporte. O Freiburg utilizou mais jogadores africanos do que qualquer outro time.

Finke, que não foi jogador profissional, trabalhou no Urawa Red Diamonds, do Japão, entre 2009 e 2010, e depois foi diretor-técnico e treinador interino, por um breve período, no Colônia antes de aceitar o emprego na seleção de Camarões.

Ele tem contrato de dois anos até junho de 2015, que inclui a participação na próxima Copa Africana de Nações.