May 16, 2014 / 3:09 PM / 3 years ago

Estreante como técnico, Kovac traz motivação para Croácia

3 Min, DE LEITURA

(Reuters) - Por causa de uma lesão, Niko Kovac ficou de fora da maior conquista internacional já alcançada pela Croácia, e agora espera pelo menos repetir o mesmo feito como técnico do time dos Bálcãs, após levá-lo à Copa do Mundo no Brasil.

O ex-volante de 42 anos foi jogado na disputa no momento mais delicado da campanha de classificação, três semanas antes de a Croácia vencer a Islândia com o placar agregado de 2 x 0 pela repescagem das eliminatórias europeias, após terem perdido as últimas quatro partidas na fase de grupos sob o comando de Igor Stimac.

Kovac, que marcou 14 gols em 83 partidas disputadas pela Croácia mas acabou afastado quando a Croácia ficou com o terceiro lugar na Copa de 1998, colocou ordem na casa e passou incólume por seu primeiro grande teste como treinador.

Conhecido por sua objetividade como jogador, ele assumiu o comando da seleção sub-21 da Croácia em janeiro de 2013 e estreou em grande estilo ao vencer as quatro primeiras partidas das eliminatórias para o torneio sub-21 europeu, a ser disputado em 2015.

Com a equipe principal à deriva após um final claudicante pelo Grupo A das eliminatórias europeias e Stimac caindo em desgraça junto aos jogadores, torcedores e mídia, a federação croata viu Kovac como um substituto natural para disputar a repescagem, e ele tem correspondido às expectativas com louvor.

Após um empate sem gols com a Islândia, ele encontrou os ajustes necessários para sua seleção no jogo de volta, o que resultou em uma confortável vitória por 2 x 0, mesmo com a Croácia tendo apenas 10 jogadores devido à expulsão do atacante Mario Mandzukic ainda no primeiro tempo, pouco depois de ter marcado o primeiro gol.

O ajuste tático da equipe sem o principal homem de frente Mandzukic, suspenso para a primeira partida da Copa do Mundo contra os anfitriões do Brasil, em São Paulo, vai ser um duro teste para os conhecimentos de Kovac em níveis mais altos.

Embora tenha pouca experiência, o técnico nascido na Alemanha dificilmente ficará intimidado pela tarefa ou a ocasião, tendo jogado duas Copas do Mundo como titular, em 2002 e 2006.

A bagagem de dez anos no Campeonato Alemão em times como Bayer Leverkussen, Hamburgo, Bayern de Munique e Hertha Berlim também será útil a Kovac, que tem o irmão mais novo, Robert, como assistente.

Os dois atuaram juntos no Leverkussen e no Bayern, antes de Niko voltar para o Hertha em 2003.

Ele foi transferido para o austríaco Red Bull Salzburg em 2006 e se aposentou três anos depois, após ter vencido um campeonato nacional em 2007 e uma copa nacional em 2008, tendo também conquistado um título internacional pelo Bayern em 2001.

Reunido ao irmão para mais uma tentativa de chegar às fases finais no Brasil e talvez tentar repetir a façanha da Croácia em 1998, Niko Kovac vai precisar usar tudo o que aprendeu como jogador se quiser sobreviver à fase de grupos, na qual enfrenta também México e Camarões.

Por Zoran Milosavljevic

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