No Brasil para o Mundial, Valcke diz que há muito a ser feito em 24 dias

segunda-feira, 19 de maio de 2014 11:42 BRT
 

RIO DEIRO (Reuters) - O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, desembarcou nesta segunda-feira no Brasil para acompanhar a reta final de preparativos para a Copa do Mundo e disse que terá bastante trabalho pela frente, uma vez que ainda há muito a se fazer nos 24 dias que faltam para a abertura da competição.

"Temos dias de muito trabalho pela frente, já que ainda há muito a ser feito em um esforço coletivo da Fifa, do COL (Comitê Organizador Local), do governo federal, das cidades-sede e dos Estados", disse Valcke em coluna publicada no site da Fifa após o desembarque dele no Rio de Janeiro.

O dirigente vai ao longo dos próximos dias visitar mais uma vez todas as 12 cidades-sede, ao lado do secretário-executivo do Ministério do Esporte, Luís Fernandes, e do diretor-executivo do COL, Ricardo Trade, para monitorar o andamento da preparação para a competição.

"Nós nos concentraremos principalmente em assegurar que tudo esteja funcionando para as 32 seleções, para os cerca de três milhões de pessoas que assistirão às partidas nos 12 estádios e para os bilhões que verão o evento pela TV", afirmou Valcke.

A Arena Corinthians, que vai receber a partida de abertura da Copa entre Brasil e Croácia no dia 12 de junho, recebeu no domingo o único jogo oficial antes do Mundial, mas não pôde ser testada por completo devido aos atrasos nas obras. O público pagante foi de 36.694, bem menos do que a capacidade total, de 68.000. [ID:nL1N0O40HA]

O estádio de Curitiba também ainda está incompleto, o que tem complicado o trabalho dos organizadors para instalar a infraestrutura interna necessária para os jogos do Mundial, como as redes de dados de telefonia, por exemplo. Das 12 arenas da Copa, somente duas (Belo Horizonte e Fortaleza) ficaram prontas dentro do prazo estabelecido pela Fifa.

Valcke também se referiu na coluna aos protestos contra a realização da Copa do Mundo que têm ocorrido em algumas cidades do país. Na semana passada, membros do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) atearam fogo a pneus em frente ao estádio da abertura da Copa para protestar contra os gastos com a realização do Mundial e por melhores serviços públicos.

O dirigente rebateu o lema "Não Vai Ter Copa" adotado por alguns manifestantes.

"Não restam dúvidas: vai ter Copa. Na verdade, a Copa do Mundo da Fifa já chegou ao Brasil, e todo o planeta está acompanhando com expectativa."

(Por Pedro Fonseca)