Brasileiros foram titulares por clubes menos vezes que rivais

terça-feira, 27 de maio de 2014 18:01 BRT
 

Por Pedro Fonseca

TERESÓPOLIS Rio de Janeiro (Reuters) - Neymar e Oscar estiveram lesionados, enquanto Marcelo, Ramires e Paulinho foram parar no banco de reservas em vários jogos, dois fatores que contribuíram para que os jogadores da seleção brasileira tenham sido titulares de seus clubes menos vezes que rivais na Copa do Mundo como Iniesta, Messi e Cristiano Ronaldo.

Entre os prováveis titulares do Brasil no Mundial, apenas o zagueiro e capitão Thiago Silva entrou em campo como titular de seu clube tantas vezes quanto os destaques de Espanha, Argentina e Portugal na temporada anterior à disputa da Copa.

O meia Oscar, do Chelsea, é o titular do Brasil que disputou mais partidas na temporada por seu clube, com 47 jogos, mas esteve entre os 11 iniciais em apenas 36 oportunidades.

O meia de 22 anos esteve lesionado e perdeu espaço no time inglês em algumas oportunidades, e acabou jogando bem menos do que na temporada anterior, quando entrou em campo 62 vezes pela equipe londrina, sendo 42 como titular.

Em comparação, Cristiano Ronaldo vestiu a camisa 7 do Real Madrid como titular em 46 partidas, enquanto Messi foi titular do Barcelona 41 vezes (44 jogos no total) e Iniesta esteve entre os 11 do time catalão 40 vezes, num total de 50 partidas na temporada pelo clube.

Também jogador do Barça, Neymar ficou bem atrás, com 31 jogos como titular e 39 no total, numa temporada em que sofreu duas contusões que o deixaram fora de ação por várias semanas.

Thiago Silva fez 42 jogos pelo Paris St. Germina na temporada, sempre como titular.

Para a comissão técnica da seleção brasileira, o fato de os jogadores terem entrado em campo menos vezes do que em temporadas passadas é positivo para a Copa do Mundo, tendo em vista o maior descanso dos jogadores.   Continuação...

 
Os atacantes da seleção brasileira Neymar (C) e Fred são fotografados na Granja Comary, em Teresópolis, no início da preparação para a Copa do Mundo, na segunda-feira.   REUTERS/Ricardo Moraes