Ronaldo defende "baixar o cacete" em vândalos durante protestos

quinta-feira, 29 de maio de 2014 19:11 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O ex-atacante da seleção brasileira Ronaldo disse nesta quinta-feira que as autoridades devem conter a violência em eventuais protestos na Copa do Mundo e defendeu "baixar o cacete" em vândalos.

"Os protestos são sempre válidos... Mas no momento que tem vândalos mascarados, a polícia tem que conter. Acho que o povo brasileiro está em um momento de exigir coisas em diversos setores. Só que parece que acordou todo mundo e tem muitas opiniões soltas e um pega do outro e ninguém sabe para onde ir", afirmou Ronaldo em sabatina do jornal Folha de S. Paulo.

"Sobre os vândalos, acho que tem que baixar o cacete neles, tirar da rua", completou.

A probabilidade de manifestações violentas é uma das maiores preocupações do governo brasileiro e da Fifa à medida que se aproxima o dia 12, início do Mundial, com a partida entre Brasil e Croácia, em São Paulo.

Em entrevista à Reuters, o secretário paulista de Segurança Pública, Fernando Grella, disse que a polícia está preparando possíveis acusações criminais contra um pequeno grupo de líderes dos manifestantes, que, segundo ele, estão conspirando para “cometer atos de violência, quebrar, depredar, agredir pessoas”.

Nesta quinta-feira, os ministérios da Justiça e Defesa informaram em nota conjunta que o planejamento de segurança para a Copa terá uma ação integrada entre as forças de segurança dos Estados e dos dois ministérios.

"Em consonância com este planejamento, o governo federal disponibilizou efetivos complementares das Forças Armadas para reforçar áreas de interesse operacional, desde que exista a concordância do governo estadual", afirmaram no comunicado.

Membro do Comitê Organizador Local (COL) da Copa, Ronaldo voltou a criticar os preparativos do Brasil, como havia feito à Reuters na semana passada. Ele reafirmou se sentir envergonhado com os atrasos e os problemas de infraestrutura nas cidades-sede do torneio.

"Como eu disse para a Reuters, a minha vergonha é pela população que esperava realmente esses grandes investimentos, esse grande legado de Copa do Mundo para eles mesmos, para população, reformas de aeroportos, mobilidade urbana. Tudo que foi prometido e não foi entregue", afirmou à Folha.

(Por Tatiana Ramil)