Banco do Tottenham não tirou confiança para Mundial, diz Paulinho

sábado, 31 de maio de 2014 15:29 BRT
 

Por Pedro Fonseca

TERESÓPOLIS, Rio de Janeiro (Reuters) - Mesmo contratado como grande reforço e levando na bagagem o título da Copa das Confederações e o prêmio de terceiro melhor jogador da competição, Paulinho foi parar no banco de reservas do Tottenham em seu primeira temporada, um revés, no entanto, que o jogador garante não ter abalado sua confiança para a Copa do Mundo.

O volante da seleção brasileira foi um dos destaques da equipe que derrotou a Espanha por 3 x 0 na final do torneio preparatório para o Mundial, em junho do ano passado, e chegou ao time de Londres com o status de titular.

No entanto, a demissão do treinador português André Villas-Boas no meio do temporada e uma contusão no tornozelo o levaram a perder espaço na equipe e a parar no banco de reservas em várias partidas, o que despertou preocupação com sua forma para a Copa do Mundo.

Ciente do momento delicado vivido pelo jogador, o técnico Luiz Felipe Scolari o visitou na Inglaterra em abril e garantiu não só a convocação para o Mundial de forma antecipada, como renovou sua confiança em tê-lo no time titular do Brasil para a disputa do Mundial.

"Me senti muito mais importante, muito mais confiante para uma Copa do Mundo", disse o jogador, que saiu do Corinthians para o Tottenham por 20 milhões de euros, sobre o encontro com o técnico da seleção brasileira.

"Eu sei da responsabilidade, estou preparado para encarar a responsabilidade. Tenho que mostrar meu trabalho para continuar jogando e sendo titular da seleção brasileira", acrescentou o volante, em entrevista coletiva neste sábado, após treino coletivo realizado na Granja Comary, em Teresópolis (RJ).

Paulinho, de 25 anos, disputou 37 dos 54 jogos do Tottenham na temporada, mas entrou no decorrer da partida em quatro ocasiões e foi sacado do time em outros 10 jogos.

Ao contrário da seleção, em que tem liberdade para ir ao ataque por jogar com Luiz Gustavo como primeiro volante, no time inglês muitas vezes ele se viu forçado a ficar mais fixo à frente dos zagueiros.

O jogador, que antes de estourar no Corinthians teve passagens apagadas no futebol da Polônia e da Lituânia, disse que em nenhum momento pensou em desistir do Tottenham para voltar ao Brasil.

"Teve um período, sim, que passei alguns jogos no banco de reserva, mas isso não foi problema para mim", afirmou. "Não passou pela minha cabeça voltar ao Brasil. Muito pelo contrário, quando o jogador sai do Brasil para a Europa ele tem que ser firme. Acho que não seria bacana em menos de um ano de Europa eu voltar. Os desafios estão ai para ser superados", acrescentou.