Catar nega irregularidades na candidatura à Copa de 2022

domingo, 1 de junho de 2014 15:50 BRT
 

LONDRES (Reuters) - Os organizadores da Copa do Mundo de 2022, no Catar, negaram "veementemente" as acusações de que a candidatura do país foi corrupta e disseram que seus advogados vão averiguar as alegações do jornal britânico Sunday Times.

Os catarianos manifestaram-se depois que Jim Boyce, vice-presidente da Fifa, disse que seria a favor de uma outra votação para sede de 2022, se as alegações do Sunday Times forem comprovadas.

Em um relatório com 11 páginas, o jornal alega que obteve milhões de documentos que mostram o ex-membro do comitê executivo da Fifa, Mohamed Bin Hamman, do Catar, fazendo pagamentos que chegam a 5 milhões de dólares a dirigentes em troca de votos pelo país.

O Comitê Supremo para Entrega e Legado do Catar, o comitê organizador da Copa do país, disse que ganhou o direito de receber o Mundial com "a melhor candidatura", e que "já é hora de o Oriente Médio sediar sua primeira Copa do Mundo".

"O comitê da candidatura do Catar para 2022 sempre exigiu o máximo de ética e integridade na sua candidatura à Copa do Mundo de 2022", disse.

"Sobre as últimas alegações do Sunday Times, dizemos novamente que Mohamed Bin Hammam não era representante, oficial ou não oficial, da candidatura do Catar para 2022."

"Como foi o caso com qualquer outro membro do comitê executivo da Fifa, nossa equipe teve que convencer o senhor Bin Hamman dos méritos da nossa candidatura."

"Estamos cooperando completamente com o (chefe da investigação da Fifa) senhor (Michael) Garcia e continuamos totalmente confiantes de que o inquérito irá concluir que nossa candidatura foi justa".

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