Resultado de investigação da Fifa sobre Copa de 2022 no Catar sai em algumas semanas

segunda-feira, 2 de junho de 2014 16:43 BRT
 

Por Fatma Alarimi e Stephen Eisenhammer

MUSCAT/RIO DE JANEIRO (Reuters) - O destino da Copa do Mundo de 2022 pode ser decidido em algumas semanas. O encarregado da investigação interna da Fifa sobre como o Catar conquistou o direito de sediar o evento anunciou nesta segunda-feira que finalizará seu inquérito na próxima semana e que vai relatá-lo em julho.

Michael Garcia, ex-promotor dos Estados Unidos, parece deter nas mãos o futuro da campanha multibilionária do Catar para sediar o Mundial, depois que novas alegações de suborno desencadearam pedidos indignados para que o torneio seja transferido, caso a corrupção fique provada.

Em um comunicado, ele estabeleceu um cronograma segundo o qual apresentará um relatório pouco após a final da Copa no Brasil.

Garcia, que encabeça um comitê investigativo para a Fifa, estava no Oriente Médio, onde deveria se reunir com autoridades do futebol do Catar como parte da investigação. Falando à Reuters de Muscat, capital do vizinho Omã, ele se recusou a fazer mais comentários sobre o inquérito, sublinhando estar “limitado por questões éticas”.

O Catar tem negado com veemência reportagens segundo as quais subornos teriam sido pagos a autoridades para levar o maior evento esportivo do mundo ao pequeno emirado do Golfo Pérsico, onde as temperaturas durante o verão em que o torneio é disputado podem subir acima dos 50 graus Celsius.

As alegações de corrupção no cerne da Fifa ameaçam ofuscar a Copa que começa em 12 de junho na Arena Corinthians, em São Paulo.

“Após meses entrevistando testemunhas e reunindo material, pretendemos finalizar essa fase de nossa investigação até 9 de junho de 2014, e submetê-la à Câmara Decisória cerca de seis semanas mais tarde”, disse Garcia em um comunicado divulgado pela Fifa em referência a um conselho da entidade.

“O relatório levará em conta todas as provas potencialmente relacionadas à candidatura (do Catar), incluindo provas coletadas de investigações anteriores.”   Continuação...