Cameron insinua que Inglaterra poderia sediar Mundial se Catar for punido

quinta-feira, 5 de junho de 2014 14:33 BRT
 

BRUXELAS (Reuters) - O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, deu a dica mais clara até o momento de que os britânicos podem se oferecer para sediar a Copa do Mundo de 2022 se o Catar perder a vaga, dizendo nesta quinta-feira que a Inglaterra ficaria “feliz de encontrar um lar” para um de seus esportes mais tradicionais.

A Associação das Federações Internacionais de Futebol (Fifa) está investigando as campanhas que deram o Mundial de 2022 ao Catar e o de 2018 à Rússia, incluindo alegações de que foram pagos subornos para garantir a vitória do Catar. Várias autoridades do alto escalão do futebol disseram que o emirado pode perder o direito de sediar o torneio se a corrupção for comprovada.

Quando indagado em uma coletiva de imprensa do G7 se o Catar deveria perder o Mundial e se a Grã-Bretanha estaria disposta a sediá-lo, Cameron disse:

“No tocante ao futebol, devemos deixar a investigação seguir seu rumo. Mas é claro que a Inglaterra é o lar do futebol, como é o lar e inventor de muitos esportes: tênis, rúgbi, esqui, tênis de mesa, críquete...”

“Por isso, sempre seria uma alegria encontrar um lar para estes esportes”.

A campanha do Catar provocou polêmica desde o início por causa do calor extremo de seu verão e sua falta de tradição no futebol.

Nesta semana, o jornal Sunday Times publicou o que diz serem trechos de e-mails e relatos financeiros vazados mostrando que milhões de libras esterlinas foram gastas em subornos para persuadir autoridades do futebol a votar pelo Catar, que nega as acusações.

Um ex-promotor dos Estados Unidos que chefia a investigação da Fifa deve entregar seu relatório em julho, cerca de uma semana após o final da