Patrocinadores aumentam a pressão sobre Fifa por denúncias sobre Qatar

domingo, 8 de junho de 2014 11:57 BRT
 

LONDRES (Reuters) - Os patrocinadores da Copa do Mundo Adidas e Sony expressaram preocupação com as acusações de que propinas foram pagas para garantir que o torneio de 2022 aconteça no Qatar, questão que está obscurecendo o brilho do pontapé inicial do torneio nessa semana no Brasil.

Faltando apenas quatro dias para o início do torneio, a Fifa está na defensiva e realizando uma investigação interna sobre as decisões de realizar a Copa do Mundo de 2018 na Rússia e a de 2022 no Qatar.

A escolha do Qatar, especialmente, atraiu controvérsias desde o início, devido ao calor extremo no verão durante os meses em que a Copa acontece e pela falta de tradição nacional de futebol no pequeno país. Se for adiante, está previsto que o torneio seja ser transferido para mais tarde no ano, criando dores de cabeça na programação de emissoras de rádio e TV e para os clubes de futebol europeus.

Os sinais de mal estar de alguns dos patrocinadores da Fifa vão aumentar a pressão sobre a entidade, chefiada pelo suíço Joseph Blatter, para que tome uma posição firme em relação ao Qatar e preocupações sobre como o evento ocorrerá.

"O tom negativo do debate em torno da Fifa no momento não é bom para o futebol nem para seus parceiros", disse a empresa de artigos esportivos alemã Adidas, que assinou um contrato de patrocínio com a FIFA até 2030.

A empresa japonesa de bens de consumo Sony disse que espera que as alegações sejam "investigadas adequadamente".

O jornal britânico Sunday Times publicou o que afirma serem documentos mostrando que subornos foram pagos para levar o evento para o Qatar, o que país nega.

O ex-promotor público dos Estados Unidos, Michael Garcia, que está liderando a investigação interna da FIFA, deve se pronunciar em julho, cerca de uma semana após a final da Copa do Mundo.

(Por Keith Weir)