Metroviários suspendem greve em SP e marcam assembleia para véspera da abertura da Copa

segunda-feira, 9 de junho de 2014 22:24 BRT
 

Por Bruno Marfinati e Gustavo Bonato

SÃO PAULO (Reuters) - Os metroviários de São Paulo decidiram nesta segunda-feira suspender temporariamente a greve após cinco dias de caos no transporte público, mas marcaram uma nova assembleia para quarta-feira, véspera da abertura da Copa do Mundo, para avaliar os rumos do movimento.

Um porta-voz do Sindicato dos Metroviários disse à Reuters que a entidade continuará negociando a revogação da demissão de 42 funcionários, acrescentando que, se um acordo não for alcançado, a categoria voltará a cruzar os braços na quinta-feira, dia do jogo entre Brasil e Croácia, na capital paulista.

"Suspendemos a greve neste momento, vamos continuar negociando a questão das demissões e convocamos uma nova assembleia para o dia 11 à tarde”, disse o porta-voz à Reuters após o fim da assembleia.

O sindicato afirmou no seu site que está em "estado de greve". "Continua a mobilização nas áreas. Vamos fazer a maior assembleia da história da categoria no dia 11. Esse deve ser o desafio do metroviário! Queremos negociar a volta dos metroviários demitidos. Ninguém vai ficar para trás", diz a nota.

Mais cedo, uma reunião entre o sindicato e representantes do governo estadual na Superintendência Regional do Trabalho terminou sem acordo sobre a revogação das demissões, que é a principal reivindicação da categoria para que voltasse ao trabalho.

Antes de a assembleia acabar, a assessoria de imprensa da Secretaria dos Transportes Metropolitanos havia informado que "o movimento estava perdendo força", já que das 65 estações do metrô, 50 delas já estavam abertas e operando parcialmente. Cerca de 4,5 milhões de pessoas utilizam o metrô na cidade.

A Justiça do Trabalho julgou a paralisação ilegal no domingo, mas o Sindicato dos Metroviários de São Paulo decidiu pela manutenção da greve em assembleia realizada no mesmo dia.

O desembargador Rafael Pugliese, do Tribunal Regional do Trabalho, definiu o reajuste salarial de 8,7 por cento para a categoria, que reivindica um aumento de 12,2 nos salários. Na mesma decisão, a Justiça determinou o retorno imediato ao trabalho, sob pena de 500 mil reais de multa diária.   Continuação...

 
Metroviários entram em confronto com a tropa de choque da polícia em frente à estação Ana Rosa do metrô, em São Paulo. A cidade de São Paulo enfrentou novamente, nesta segunda-feira, caos no transporte público em meio ao quinto dia de greve dos funcionários do metrô, com confronto entre a polícia e grevistas a três dias da abertura da Copa do Mundo, na maior cidade brasileira. 9/11/2014. REUTERS/Damir Sagolj