9 de Junho de 2014 / às 14:38 / 3 anos atrás

Espanha não é "rígida como os talibans", diz Del Bosque

Técnico da Espanha, Vicente del Bosque, durante sessão de treinos em Washington. 5/06/2014. REUTERS/Jonathan Ernst

BARCELONA (Reuters) - A campeã mundial Espanha não é “rígida como os talibans” e é capaz de variar sua característica posse de bola se necessário, disse o técnico da seleção, Vicente del Bosque.

A Espanha inicia sua campanha para manter o troféu na sexta-feira diante da Holanda, sua rival na final de quatro anos atrás na África do Sul, quando os holandeses usaram o vigor físico para tentar abalar os espanhóis.

Agora a Holanda tem em Louis van Gaal um técnico que espera manter a tradição holandesa do “futebol total”, mas que também admitiu que irá procurar reforçar a defesa contra a Espanha, com cinco homens na zaga na partida do Grupo B em Salvador.

“Não somos talibans, com um só jeito de jogar”, afirmou Del Bosque ao jornal esportivo Marca.

“A posse de bola sem profundidade não faz sentido. Por essa razão, estamos trabalhando para que o time possa fazer pressa para recuperar a posse e depois atacar em grupo”, disse.

“... o futebol é jogado de muitas maneiras diferentes, não há só uma. Não temos uma fórmula mágica, temos um plano baseado nos jogadores que temos disponíveis. Isso não significa que não haja outras igualmente boas que dão resultado.”

Del Bosque está preparado caso os outros adversários do grupo, que inclui Chile e Austrália, optarem por ficarem na retranca.

“Está ótimo se ficarem. É melhor para nós ser pacientes e buscar as aberturas contra times defensivos, em vez de jogar partidas intensas e fora de controle”, disse.

Vencedora dos dois últimos campeonatos europeus, a Espanha volta ao Brasil, onde perdeu a final da Copa das Confederaçãos no ano passado contra o time da casa, para encarar algumas torcidas hostis.

“É verdade que assobiaram contra nós nos estádios, mas acho que há muito respeito conosco, já que nos veem como uma ameaça perigosa”, declarou Del Bosque.

“Vamos entrar e fazer nosso melhor. Encaramos primeiro a Holanda, que é um time bem organizado, bem treinado, e tenho certeza de que vão nos dar muito trabalho. Neste momento, temos nove ou dez posições definidas no time e só um par de dúvidas”.

A Holanda será conduzida no ataque por Robin van Persie, que lutou para entrar em forma nesta temporada no Manchester United mas que agora diz estar pronto para jogar.

“Estou melhorando, e em boa forma. Basicamente, há seis anos lido com um ou outro problema, mas estou acostumado”, declarou o atacante em uma coletiva de imprensa no Rio de Janeiro.

“Não estamos habituados a tanto calor e tanta humidade, mas estamos prontos e nos aclimatando bem.”

A Austrália aparenta ser a seleção mais fraca do grupo, e o Chile um adversário forte que joga um futebol agressivo e rápido, inspirado por Alexis Sánchez, atacante do Barcelona.

Há preocupações com a condição física do meio-campista Arturo Vidal, que operou o joelho e é dúvida para a primeira partida contra a Austrália.

”O Chile tem um estilo de jogo limpo, e vamos dar nosso máximo. Iremos jogar no ataque, que é nosso estilo”, afirmou o atacante José Fuenzalida em em uma coletiva de imprensa em Belo Horizonte.

“Estamos em boa forma, com jogadores há várias temporadas na Europa, que já atuaram em uma Copa do Mundo e sabem como nos ajudar com a ansiedade na véspera do primeiro jogo.”

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