África apoia Blatter e ataca mídia "degradante"

segunda-feira, 9 de junho de 2014 15:52 BRT
 

Por Mike Collett

SÃO PAULO (Reuters) - Os dirigentes do futebol da África atacaram a mídia pelo que chamaram de “ataques reiterados, deliberadamente raivosos, difamatórios e degradantes" contra a integridade da Confederação de Futebol Africano (CAF, na sigla em inglês) “e todo o continente africano”.

Em uma resolução publicada em seu site oficial após a reunião de sua assembleia geral nesta segunda-feira, a CAF rechaçou as reportagens que colocam os administradores do futebol da região no centro das alegações de suborno para garantir a escolha do Catar como sede da Copa do Mundo de 2022.

O organismo criticou “a manipulação persistente que almeja mostrar à comunidade internacional que a África desempenhou um papel preponderante na votação da candidatura do Catar para 2022" e exortou seu comitê executivo a adotar medidas legais, se necessário, contra “os autores desta campanha difamatória”.

Ao longo das duas últimas semanas, o jornal britânico Sunday Times publicou o que diz serem documentos vazados que provam que foram pagos subornos para garantir que o evento fosse sediado no Catar. O Catar nega qualquer irregularidade.

Michael Garcia, ex-promotor dos Estados Unidos que chefia a investigação interna da Associação das Federações Internacionais de Futebol (Fifa), deve entregar seu relatório em julho, cerca de uma semana depois do final da Copa.

O tema está sendo levantado durante o Mundial de 2014, que começa nesta quinta-feira em São Paulo, na Arena Corinthians, e os principais patrocinadores do torneio, que pagam milhões de dólares para associar suas marcas ao evento, estão pedindo às autoridades do futebol que investiguem a fundo as acusações de suborno.

A CAF declarou seu “apoio total e irrestrito” a seu presidente, Issa Hayatou, e expressou sua gratidão ao presidente da Fifa, Josepp Blatter, por seu “envolvimento contínuo no desenvolvimento do futebol na África e seu comprometimento pessoal com a luta contra o racismo”.

Falando no saguão do hotel Grand Hyatt de São Paulo, Hayatou declarou à Reuters: "Estou muito feliz pela maneira como o congresso correu, e com nosso apoio contínuo ao senhor Blatter".