Aldo confia em solução para greve no metrô de SP antes de abertura da Copa

segunda-feira, 9 de junho de 2014 18:11 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A greve dos metroviários de São Paulo não será um problema para o torcedor chegar à partida de abertura da Copa do Mundo, na próxima quinta-feira, segundo o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que aposta numa solução para a paralisação até o jogo entre Brasil e Croácia.

O metrô é o principal acesso à Arena Corinthians, construída na zona leste da capital paulista, e a greve, que começou na semana passada, causaria grandes transtornos no dia da abertura do Mundial, caso se mantenha.

“Tenha paciência que o problema vai ser resolvido (até a abertura)”, disse Aldo à Reuters no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira.  “Não entre em desespero porque o problema vai ser resolvido”, acrescentou ele.

A paralisação dos metroviários de São Paulo por melhores salários começou na quinta-feira passada, deixando milhões de pessoas com problemas para ir e voltar do trabalho. Nesta segunda, houve confronto entre policiais e manifestantes em uma estação de metrô.

A Justiça do Trabalho já considerou a greve ilegal, mas a paralisação continuava no começo desta semana. “Já há uma decisão na Justiça que deve ser cumprida”, afirmou o ministro do Esporte na abertura de um centro de mídia para a Copa do Mundo.

Do lado de fora, cerca de 100 pessoas ligadas a partidos políticos e a professores em greve fizeram um protesto e interditaram uma das faixas da praia de Copacabana durante a presença das autoridade no centro de imprensa.

A jornalistas nacionais e muitos estrangeiros, Aldo disse que o Brasil não vai esconder suas "mazelas" durante o Mundial e sugeriu que o país é tão ou mais seguro, apesar de protestos e conflitos sociais, que países ricos.

"Quero que todos sejam bem-vindos, que se deparem com as nossas mazelas, problemas que não queremos esconder, mas que convivam com as virtudes civilizatórias de uma população que não cultiva o ódio étnico, racial, religioso e que tem tolerância, respeito e convivência", declarou.

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