Blatter considera críticas à Copa do Mundo no Catar como racismo

segunda-feira, 9 de junho de 2014 20:00 BRT
 

Por Mike Collett-White

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente da Fifa, Joseph Blatter, fez um ataque feroz contra aqueles que, segundo ele, estão "tramando para destruir" a entidade que controla o futebol mundial e classificou parte das críticas da concessão da Copa do Mundo de 2022 ao Catar como racistas.

Blatter se dirigia a delegados das confederações africana e asiática nos seus congressos extraordinários antes da conferência anual da Fifa, que começa na terça-feira em São Paulo.

A delegação africana, que declarou seu “apoio contínuo” a Blatter, que pretende concorrer a um quinto mandato presidencial no ano que vem, também aprovou uma resolução criticando o que chamou de ataques racistas da mídia britânica às suas autoridades.

O comentário de Blatter veio na esteira de uma série de novas alegações feitas pelo jornal britânico Sunday Times sobre a concessão da Copa do Mundo ao Catar e de queixas dos patrocinadores, insatisfeitos com os problemas atuais da Fifa.

Blatter, sem definir quem são “eles”, disse aos delegados da Ásia que “eles querem nos destruir; não querem destruir o futebol, mas querem destruir a instituição (Fifa)”.

Ele foi aplaudido de pé quando pediu aos delegados para “mostrar unidade na Fifa”.

Mais cedo nesta segunda-feira, Blatter falou aos representantes da delegação africana e, sem mencionar nomes, descreveu os ataques à Copa do Catar como “racistas”.

Ao longo das duas últimas semanas, o Sunday Times publicou uma série de reportagens ampliando as alegações de que o ex-presidente da Confederação Asiática, Mohamed Bin Hammam, usou dinheiro de fundos secretos para ajudar a conquistar votos e apoio à campanha do Catar para sediar o Mundial.   Continuação...