Uefa diz não querer quinto mandato de Blatter na Fifa

terça-feira, 10 de junho de 2014 17:52 BRT
 

Por Mike Collett e Mark Gleeson

SÃO PAULO (Reuters) - A Uefa, organização que dirige o futebol europeu, afirmou ao presidente da Fifa, Josepp Blatter, nesta terça-feira que ele não é mais a pessoa adequada para dirigir a organização maculada por alegações de corrupção, um gesto de repúdio contundente ao seu comando a dois dias do início da Copa do Mundo no Brasil.

Mas o dirigente suíço de 78 anos não teve só más notícias. Mais cedo, quase todos apoiaram sua intenção de concorrer a um quinto mandato recorde à frente da Fifa na eleição presidencial do ano que vem na entidade que controla o futebol mundial.

Depois de ser aplaudido de pé por delegados da Ásia e da África na segunda-feira, o questionado presidente também foi endossado informalmente por Oceania, América do Norte e Caribe nesta terça-feira.

Mas as palavras que devem ecoar por mais tempo vieram da Uefa, onde a resistência a Blatter vem crescendo nas últimas semanas, desde o surgimento de novas alegações de corrupção a respeito da concessão da Copa de 2022 ao Catar.

“Senhor Blatter, não é nada pessoal, mas se você olhar para a reputação da Fifa ao longo dos últimos sete ou oito anos, ela está ligada a todo tipo de corrupção e de relações de compadrio”, disse Michael van Praag, presidente da Associação de Futebol Holandês, ao chefe da Fifa.

“A Fifa tem um presidente executivo, e você não está tornando as coisas mais fáceis para si mesmo, e não acho que você seja mais a pessoa certa para o cargo”.

Os preparativos para a Copa, que começa na quinta-feira em São Paulo, foram ofuscados pelas alegações do jornal britânico Sunday Times de que o ex-presidente da Confederação Asiática, Mohamed Bin Hammam, usou dinheiro de fundos secretos para ajudar a conquistar votos e apoio à campanha de seu país para sediar o Mundial.

O Catar nega as alegações e afirma não ter conexão com Bin Hammam, que ainda não se manifestou publicamente.   Continuação...

 
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, concede entrevista em Jerusalém em 27 de maio.  REUTERS/Ronen Zvulun