Sneijder recupera papel-chave na Holanda com aproximação de 100ª partida

quarta-feira, 11 de junho de 2014 14:11 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Wesley Sneijder terá atingido uma marca histórica quando fizer sua centésima partida pela seleção holandesa na estreia da equipe no Grupo B da Copa do Mundo, na sexta-feira, mas sua paixão pela equipe nacional foi colocada em dúvida há um ano.

O meio-campista perdeu a braçadeira de capitão e depois a vaga na equipe quando o técnico Louis van Gaal decidiu que ele não estava bem fisicamente para jogar.

Mas Sneijder, que completou 30 anos na segunda-feira, reconquistou a confiança do treinador e agora desempenha papel fundamental na nova formação tática da Holanda, jogando como armador de jogadas para os atacantes Arjen Robben e Robin van Persie.

Van Persie é o capitão agora, mas Sneijder disse que continua um "líder" na equipe.

"Tudo que foi dito sobre mim no passado foi esquecido. Também a questão do capitão. Estou somente olhando para frente", disse ele a jornalistas nesta quarta-feira.

Van Gaal questionou publicamenta o futuro de Sneijder na seleção no fim das eliminatórias no ano passado, mas foi rápido ao admitir nas semanas que antecedem a Copa do Mundo no Brasil que o jogador está entre os atletas mais bem preparados e quem tem treinado melhor.

Isso deixou Sneijder cheio de confiança no momento em que a estreia contra a Espanha se aproxima.

"É claro que podemos vencer. Mostramos que se fizermos o certo em momentos críticos, podemos ser letais", disse.

"Quase todos os gols que marcamos nas partidas preparatórias foram criados rapidamente, seja roubando a bola rapidamente ou usando a posse no meio de campo para dar passes longos. Então podemos ser mortais", disse.

"É uma semana recheada de marcos, mas não significará nada se não derrotarmos a Espanha na sexta-feira", disse o jogador antes da Holanda deixar sua base no Rio de Janeiro.

"Quando eu tinha 21 ou 22 anos, costumava achar que jogadores de 30 anos eram velhos. Eles estavam perto de encerrar suas carreiras. Isso acontece, mas não tem como eu me aposentar agora. Vocês acham que esse é o meu último torneio? Vocês estão loucos? Não vão se livrar de mim nos próximos quatro anos", brincou ele com os jornalistas.