Estação de VLT sem trens intriga torcedores em Cuiabá

quarta-feira, 11 de junho de 2014 21:17 BRT
 

Por Mary Milliken

CUIABÁ (Reuters) - Depois de semanas frenéticas de trabalho no entorno do aeroporto de Cuiabá, o governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, compareceu à inauguração nesta quarta-feira de uma nova e reluzente estação de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), a dois dias do primeiro jogo da Copa do Mundo na cidade.

No entanto, não havia nenhum vagão de VLT à vista, e os trilhos acabam abruptamente em barreiras de concreto. Torcedores que chegavam do Chile de avião se mostravam intrigados com a construção. “Talvez seja uma estação de ônibus?”, murmurou um dos visitantes.

Barbosa disse à Reuters que a intenção nunca foi ter os 23 quilômetros de trilhos prontos para a Copa do Mundo.

Mas para muitos nessa agitada capital agropecuária e no Brasil, o projeto no valor de 1,4 bilhões de reais tornou-se um símbolo da dificuldade do país em organizar o torneio de um mês.

Atrasos na construção de estádios, aeroportos e outros projetos de infraestrutura, assim como um orçamento oficial de 25,8 bilhões de reais foram combustível para as manifestações contra a Copa. Em Cuiabá, no entanto, a sensação é mais de resignação.

“Nós realmente queremos o VLT e a Copa do Mundo nos permitiu pensar que esse sonho poderia se realizar”, disse Silas Augusto, que coordena uma área de recepção aos torcedores no aeroporto.

O projeto do VLT não foi um requisito da Fifa e, de qualquer maneira, muitos torcedores não usariam o novo meio de transporte para circular ou ir às partidas a serem disputadas na recém-inaugurada Arena Pantanal.

“A linha fica 1,8 quilômetros distante do estádio”, disse Eduardo Gomez, um editor de revistas locais. “Não é um projeto para a Copa do Mundo.”   Continuação...

 
Trabalhador posa com bandeira do Brasil em linha de VLT sendo construída em Cuiabá. 11/6/2014  REUTERS/Eric Gaillard