Manifestantes queimam bandeiras do Brasil e fecham vias no centro do Rio

quinta-feira, 12 de junho de 2014 13:34 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Manifestantes contrários à realização da Copa do Mundo fecharam parcialmente nesta quinta-feira as duas principais avenidas do centro do Rio de Janeiro, em uma marcha de protesto no dia da abertura do Mundial, e queimaram bandeiras do Brasil horas antes da partida entre a seleção brasileira e a Croácia, em São Paulo.

Cerca de 1.000 manifestantes, segundo a polícia, saíram em marcha da Candelária em direção à Cinelândia carregando cartazes contra a Copa do Mundo e denunciando a má qualidade do atendimento público em áreas como saúde, educação e transporte.

À frente do protesto, manifestantes mascarados, conhecidos como black blocs, queimaram bandeiras do Brasil.

"Fifa Go Home", "Estádio Luxo, Hospital Lixo" e "Cadê o trem-bala?" eram algumas das frases escritas nos cartazes levadas pelos manifestantes, que fecharam parte das avenidas Presidente Vargas e Rio Branco.

A Polícia Militar destacou diversos homens para acompanhar a manifestação, que estava transcorrendo de forma pacífica, ao contrário dos incidentes de violência ocorridos em São Paulo também em manifestações contra o Mundial nesta quinta. [ID:nL2N0OT0UJ]

"Eu até gosto de futebol, mas a maneira que foi feita essa Copa a gente não pode concordar", disse um manifestante que se identificou apenas como Luciano e disse ser servidor público.

    "A gente não protestou em 2007 quando o Brasil foi escolhido porque não tinha ideia da sangria que ia ser no país. O lucro fica com a Fifa e os patrocinadores, e o povo com nada. É um evento elitizado, mas quem paga é o povo", disse.

Temendo uma repetição dos atos de vandalismo ocorridos nos protestos do ano passado durante a Copa das Confederações, lojas e agências bancárias do centro do Rio estavam com portas fechadas ou com tapumes de madeira na fachada.   Continuação...

 
Manifestantes mostram uma faixa contra a Copa do Mundo em protesto no Rio de Janeiro. 12/6/2014 REUTERS/Pilar Olivares