Eto'o se defende em carta aberta ao povo de Camarões

sexta-feira, 13 de junho de 2014 14:11 BRT
 

Por Mark Gleeson

SALVADOR (Reuters) - O capitão da seleção de Camarões, Samuel Eto'o se defendeu nesta sexta-feira sobre seu papel na greve realizada pela equipe às vésperas da Copa do Mundo depois de uma série de críticas contra ele em seu país, incluindo acusações de "traição" feitas pela imprensa.

Em carta aberta ao povo camaronês, Eto'o disse que a greve feita na semana passada --que incluiu recusar uma bandeira simbólica do primeiro-ministro do país e adiar a partida para o Brasil em casa um dia por conta de disacordos sobre a premiação-- foi uma busca por "melhorias que beneficiarão as gerações futuras".

"Eu lutei pelo que acreditei ser legítimo: o direito de meus colegas por suas premiações, para que pudessem dar seu melhor pelo seu país", disse Eto'o antea da estreia de Camarões no Mundial contra o México, em Natal, nesta sexta.

Ele esteve na linha de frente de um tumultuado fim de semana pré-Copa, que incluiu uma esnobada no primeiro-ministro, Philemon Yang, e depois uma recusa de embarcar no caro voo fretado que os levariam ao Brasil.

"Houve alguns mal-entendidos, certamente. No entanto, estamos satisfeitos com um final feliz. Esperamos que todos aqueles que foram ofendidos pela nossa insistência possam nos perdoar", disse Eto'o, de 33 anos, na carta distribuído a jornalistas nesta sexta.

Nesta semana, a mídia camaronesa se voltou contra o principal jogador de futebol do país, acusando-o de "alta traoção".

Eles ficaram particularmente irritados com a recusa dos jogadores de aceitar uma bandeira gigante de Yang ao término do amistoso contra a Moldávia, no sábado, em Yaoundé.

Como os jogadores se recusaram a sair do vestiário para receber a bandeira, o técnico alemão da equipe, Volker Finke, saiu do vestiário para recebê-la.