Arbitragem precisa ser mais eficaz, diz técnico da Colômbia

sexta-feira, 13 de junho de 2014 15:24 BRT
 

Por Karolos Grohmann

BELO HORIZONTE (Reuters) - A arbitragem precisa se tornar mais eficaz para evitar “erros sérios”, disse o técnico da Colômbia, José Pekerman, nesta sexta-feira, um dia depois de um pênalti polêmico na vitória do Brasil sobre a Croácia por 3 x 1 deixar os rivais europeus revoltados.

Indagado especificamente sobre o incidente no jogo de abertura da Copa do Mundo e sua opinião sobre a possível adoção de um tira-teima em vídeo, como no tênis, Pekerman disse que os erros de arbitragem são humanos, mas que têm seu preço para seleções e torcedores.

“Acho que até agora Fifa tem tentado de todo jeito lidar com situações que criam polêmica”, afirmou o argentino aos repórteres.

“Muitas situações foram bem resolvidas no passado, mas talvez ainda faltem certos elementos, e seleções e torcedores às vezes sofrem muito quando um erro sério é cometido”.

Brasil e Croácia empatavam em 1 x 1 faltando 20 minutos para o fim do jogo de estreia de quinta-feira quando o brasileiro Fred caiu dentro da pequena área.

O árbitro japonês Yuichi Nishimura achou que o croata Dejan Lovren havia derrubado o atacante, que pareceu ter caído sem ter sido atingido seriamente.

Neymar converteu o pênalti, seu segundo gol na partida, e os anfitriões selaram a vitória em 3 x 1 com um gol de Oscar. O técnico croata, Niko Kovac, chamou a penalidade de “ridícula” e alertou que tais escolhas podem transformar a Copa em um “circo”.

“Isso significa que deveríamos estar prontos para cooperar de todas as maneiras possíveis para ser mais eficazes quando se trata de tomar decisões”, disse Pekerman.

“Ao mesmo tempo, também temos que aceitar que a partida será marcada por erros humanos, para técnicos, árbitros e jogadores”.

O presidente da Fifa, Sepp Blatter, sugeriu nesta semana que um técnico ou treinador deveria ter permissão de desafiar até duas decisões do árbitro durante o jogo.

 
Técnico da Colômbia, o argentino José Pekerman, durante coletiva de imprensa em Belo Horizonte. 13/6/2014 REUTERS/Leonhard Foeger