Operários lutam contra tempo e chuva para terminar obras no estádio Beira-Rio

sábado, 14 de junho de 2014 17:54 BRT
 

Por Steve Keating

PORTO ALEGRE (Reuters) - Ensopados por causa da chuva, trabalhadores lutavam para finalizar obras no entorno do estádio Beira-Rio neste sábado, véspera de sua estreia na Copa do Mundo, enquanto autoridades da Fifa supervisionavam com nervosismo. 

Com o confronto entre França e Honduras se aproximando, o estádio na capital gaúcha ainda parecia um canteiro de obras enlamaçado depois de dois dias de chuvas constantes e às vezes até torrenciais que atrasaram o ritmo dos trabalhos. 

Na praça em frente ao estádio, barracas estavam vazias enquanto os trabalhadores passavam pisando em poças d'água e tentavam construir plataformas para os maiores patrocinadores do Mundial.

O barulho das ferramentas era ouvido enquanto os operários tentavam emendar buracos nas cercas que demarcam o perímetro do estádio. Detectores de metais eram colocados em seus lugares, mas ainda não funcionavam. 

Com o tempo se esgotando, os trabalhadores buscavam soluções mais rápidas, cobrindo enormes buracos no chão com placas de aço, ao invés de preenchê-los com as pedras de calçamento que afundavam no chão marcado pela forte chuva. 

Dentro do estádio, o trabalho continuava: técnicos corriam de um lado para o outro esticando cabos e estabelecendo redes de comunicação. 

Pilhas de entulho e assentos vermelhos lotavam uma das entradas do estádio, que tem capacidade para 48 mil torcedores e deve receber quatro partidas da fase de grupos e uma das oitavas de final. 

Em uma das áreas de torcedores, mesas ainda estavam embrulhadas em papelão e plástico, enquanto alguns cães de rua perambulavam por ali procurando abrigo.   Continuação...