Recorde pessoal de Klose não está na lista de prioridades da Alemanha

domingo, 15 de junho de 2014 17:55 BRT
 

SALVADOR (Reuters) - O veterano atacante alemão Miroslav Klose desembarcou no Brasil com a intenção de se tornar o maior artilheiro em Copas do Mundo, mas as esperanças do atleta de contar com a ajuda do treinador Joachim Loew para alcançar o recorde vieram abaixo neste domingo.

Klose, aos 36 anos, está a apenas um gol de igualar a marca de 15 gols em Copas do ex-craque brasileiro Ronaldo, e poucos duvidam que o alemão irá ultrapassá-lo se tiver chances de entrar em campo no Brasil.

Em entrevista sobre o jogo de abertura do grupo G contra a seleção portuguesa na segunda-feira, Loew foi só elogios a Klose, mas disse que o recorde não entra na cabeça da comissão técnica, uma vez que há muitas opções para o ataque da seleção germânica.

"Eu ficaria muito feliz por ele se conseguisse alcançar esta marca histórica principalmente por ter participado de tantas Copas do Mundo. Mas como treinador, estas estatísticas são secundárias", disse Loew a jornalistas na arena Fonte Nova, em Salvador. 

"Se o Miroslav vai ser titular ou entrar no segundo tempo, não importa: ele é muito importante para o time. É um modelo para os demais jogadores seja dentro ou fora de campo."

Klose deve, muito provavelmente, ser reserva de Thomas Mueller, um dos artilheiros da Copa de 2010, embora a imprensa alemã também aposte no meia Mesut Ozil sendo utilizado no ataque.

O veterano, que quebrou recentemente o recorde de Gerd Muller como maior artilheiro da seleção alemã ao marcar seu 69º gol na goleada por 6 x 1 diante da Armênia, também tem outra marca no horizonte.

Com 19 partidas em Copas do Mundo, o atacante pode se aproximar ao recorde de Lothar Matthaeus, com 25 jogos, ou mesmo ultrapassar o compatriota caso a Alemanha chegue à semifinal e Klose dispute todas as partidas. 

(Por Neil Maidment)

 
Alemão Miroslav Klose, que pdoe se tornar maior artilheiro em Copas do Mundo, durante treino na arena Fonte Nova, em Salvador.  15/6/2014.    REUTERS/Marcos Brindicci