Argentina tem que melhorar após vitória apertada sobre Bósnia, diz técnico

segunda-feira, 16 de junho de 2014 10:41 BRT
 

Por William Schomberg

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Argentina tem de jogar melhor do que na pouco convincente vitória de 2 x 1 sobre uma Bósnia estreante em Mundiais se quiser deixar sua marca no torneio, disse o técnico Alejandro Sabella.

Os bicampeões do mundo tiveram dificuldades para fazer jus à sua reputação como um dos favoritos ao título, especialmente na primeira etapa do jogo de estreia pelo Grupo F, quando pareceram se arriscar pouco com cinco defensores em campo.

Os argentinos se beneficiaram de um gol contra marcado por Sead Kolasinac nos primeiro minutos de jogo, antes de Lionel Messi acelerar o jogo no segundo tempo com um de seus gols característicos, diante de milhares de torcedores argentinos presentes no Maracanã.

Sabella disse que deu um espírito mais criativo ao time argentino ao desistir de sua escalação ultradefensiva no intervalo e colocar em campo o atacante Gonzalo Higuaín e o meia Fernando Gago, dando à equipe uma maior potência ofensiva.

"Obviamente nós precisamos melhorar e alguma parte dessa melhora cabe a mim", disse o técnico a jornalistas, dando nota seis, de zero a 10, ao desempenho da Argentina.

"No primeiro tempo, acho que dominamos bem os bósnios, mas além disso não criamos tão a fundo como conseguimos no segundo tempo", afirmou.

Sabella disse a seus jogadores no intervalo para passar mais a bola a Messi e dar-lhe mais opções quando tivesse a posse de bola. O conselho mostrou resultado aos 20 minutos da segunda etapa, quando Messi trocou passes com Higuaín e deu um chute rasteiro que bateu na trave e entrou.

"Acho que Messi é o melhor jogador do mundo, independente do que aconteça na Copa do Mundo, e ele está na lista de melhores jogadores da história do futebol, também independente do que aconteça neste Mundial", disse Sabella.   Continuação...

 
Técnico da Argentina, Alejandro Sabella, gesticula durante jogo de estreia no Mundial de 2014 contra Bósnia, no Maracanã, Rio de Janeiro. 15/06/2014. REUTERS/Michael Dalder