Hitzfeld abre mão de sobretudo mas não do toque mágico

segunda-feira, 16 de junho de 2014 15:44 BRT
 

Por Brian Homewood

BRASÍLIA (Reuters) - O sobretudo bege de sempre já não o acompanha, mas o veterano técnico Ottmar Hitzfeld demonstrou estar esperto como nunca com a vitória por 2 x 1 da Suíça sobre o Equador pelo Grupo E do Mundial.

Os jogadores colocados por Hitzfeld para jogarem no segundo tempo fizeram com que a Suíça virasse o 1 x 0 com o qual foi para o intervalo, levando os suíços a registrarem a primeira vitória sobre um adversário sul-americano em uma Copa do Mundo, na sua sexta tentativa.

Admir Mehmedi empatou a partida aos três minutos da segunda etapa após entrar no intervalo para substituir o apagado Valentin Stocker e Haris Seferovic, que entrou em campo aos 30 minutos do segundo tempo no lugar de Josip Drmic, emplacou o gol vencedor no último lance do jogo disputado no domingo.

"Ottmar desenvolveu um pressentimento muito, muito bom sobre quando tem que reagir", disse predecessor de Hitzfeld como técnico da Suíça, Kobi Kuhn, ao jornal suíço Blick.

Hitzfeld tem procurado se manter afastado dos holofotes desde que assumiu a seleção suíça há seis anos, e é fácil esquecer que ele é um dos treinadores de clubes mais bem-sucedidos da Europa.

O técnico de 65 anos, que se aposenta após o Mundial, foi sete vezes campeão do Campeonato Alemão, com o Bayern de Munique e o Borussia Dortmund, e campeão da Liga dos Campeões uma vez com cada clube, se tornando um dos cinco técnicos a vencer a competição europeia com clubes diferentes.

Após a Suíça não ter conseguido se classificar para a Eurocopa 2012, Hitzfeld decidiu que era hora de dar chance aos jogadores jovens e a decisão se mostrou adequada quando os suíços passaram invictos pelas eliminatórias para o Mundial, além de terem derrotado o Brasil em um amistoso.

Ele sempre usa um sobretudo bege à beira do campo, embora tenha dispensado a peça de roupa no clima seco de Brasília, o que contribui para sua imagem apagada.

Ele raramente perde a paciência e prefere não dizer nada quando não está satisfeito. "Quando estou totalmente em silêncio, é um mau sinal", disse certa vez. "Isso é quando posso me tornar perigoso."