Mudança de tática no meio do jogo revela verdadeira identidade da Argentina

segunda-feira, 16 de junho de 2014 17:06 BRT
 

Por Rex Gowar

SÃO PAULO (Reuters) - A decepção no rosto dos próprios jogadores argentinos, mesmo com uma liderança de 1 x 0, era óbvia ao fim do primeiro tempo do jogo de estreia contra a Bósnia, principalmente após todas as conversas que antecederam o torneio de que a Argentina brilharia na Copa do Mundo com o ataque do "Quarteto Fantástico".

A Argentina assumiu a liderança do jogo graças a um gol contra provocado por uma cobrança de falta de Lionel Messi, mas, em vez do gol significar o início de uma avalanche argentina, resultou na Bósnia indo para a ofensiva e dando trabalho à defesa de cinco homens do técnico Alejandro Sabella.

Sabella relembrou no intervalo, entretanto, que apesar de suas convicções de uma formação mais defensiva, de 5-3-2, ele havia dado à seleção Argentina asas durante as eliminatórias, com uma formação mais ofensiva.

"O técnico mudou o sistema no segundo tempo, é mais do que uns ajustes, 4-3-3 é o jeito que jogamos, o que estamos acostumados", disse o meia Javier Mascherano.

"Eu não acho que jogamos mal no primeiro tempo, mas com um jogador a menos na frente e um a mais atrás, tivemos dificuldade em criar perigo (para o adversário)", disse ele.

Assim como contra a Colômbia em Barranquilla no fim de 2011, quando Sabella desativou um meio-campo defensivo para o segundo tempo para colocar Sergio Aguero à frente com Messi e Gonzalo Higuaín, no domingo foi retirado o defensor extra Hugo Campagnaro.

Com Fernando Gago atuando junto a Maxi Rodríguez e com Higuaín reforçando o ataque, a Argentina garantiu seus três pontos após o brilhante gol de Messi aos 20 minutos do segundo tempo, que deu uma folga no placar aos sul-americanos mesmo com um gol da Bósnia no fim do jogo, que terminou a 2 x 1.

Todos os jogadores preferem a frente reforçada com três atacantes e com o ala esquerdo Angel Di Maria completando o "Quarteto Fantástico", como a imprensa argentina os chama, apesar dos temores de Sabella de dar mais espaço na zaga para os adversários.