Klinsmann é recompensado por estratégia de recrutamento global para seleção dos EUA

terça-feira, 17 de junho de 2014 11:09 BRT
 

Por Simon Evans

(Reuters) - Nascido em Berlim, John Brooks fez o gol da vitória dos Estados Unidos sobre Gana a quatro minutos do final do jogo na segunda-feira, e a política do técnico alemão Jurgen Klinsmann de recrutar jogadores com dupla cidadania na Europa rendeu frutos.

Na vitória de 2 x 1 da partida do Grupo G, o meio-campista Jermaine Jones, de Frankfurt, foi sem dúvida o melhor jogador em campo, dominando seu setor e armando o gol de abertura de Clint Dempsey – e tudo isso deu um sabor alemão à conquista.

Embora seja improvável que ele se vanglorie, o resultado foi uma vingança para ex-jogadores alemães e para Klinsmann.

O técnico da seleção dos EUA enfrentou críticas por sua estratégia de buscar jogadores na Europa e no México para acrescentar aos talentos locais.

Brooks foi o herói, mas outro germano-norte-americano, Fabian Johnson, foi o responsável pelo ritmo e rendimento na lateral direita, e o ex-sub-21 islandês Aron Johannsson teve que trabalhar incansavelmente como atacante solo depois de entrar no lugar do contundido Jozy Altidore.

Bruce Arena, que treinou a seleção norte-americana nas Copas de 2002 e 2006, tem verbalizado suas críticas à política do sucessor, e pouco antes do Mundial deste ano também fez objeções à escolha de um estrangeiro como técnico do time dos Estados Unidos.

Outros se perguntaram se os germano-norte-americanos têm o mesmo comprometimento com a causa que seus colegas de equipe nascidos na pátria-mãe.

A hesitação aparente de jogadores como Timothy Chandler, vindo do futebol juvenil alemão, para se dedicar plenamente à seleção dos EUA fez as dúvidas crescerem.   Continuação...

 
U.S. coach Juergen Klinsmann stands behind the linesman's flag during the 2014 World Cup Group G soccer match between Ghana and the U.S. at the Dunas arena in Natal June 16, 2014. REUTERS/Stefano Rellandini (BRAZIL  - Tags: SOCCER SPORT WORLD CUP)          TOPCUP