Invasão de chilenos ao centro de mídia do Maracanã aumenta preocupação com segurança

quarta-feira, 18 de junho de 2014 18:35 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Pelo menos 200 torcedores chilenos invadiram o centro de mídia do Maracanã pouco antes da partida entre Chile e Espanha, nesta quarta-feira, e destruíram algumas instalações do local, aumentando a preocupação com a segurança nos estádios para as partidas da Copa do Mundo após algumas falhas nos últimos dias.

Ao menos 85 torcedores do Chile foram detidos pela Polícia Militar após o tumulto, mas alguns invasores conseguiram entrar no estádio e assistir à vitória do Chile por 2 x 0.

"Um grupo de pessoas sem ingressos forçou de forma violenta a entrada no estádio, quebrando cercas e passando pela segurança", disse o Comitê Organizador Local da Copa do Mundo (COL) em comunicado. "A situação rapidamente foi controlada e pelo menos 85 invasores foram detidos de acordo com a Policia Militar".

Uma fonte da organização havia informado à Reuters antes do comunicado que havia ao menos 90 detidos.

De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança, o COL pediu o apoio da Polícia Militar para garantir a segurança de alguns acessos ao Maracanã e para efetuar as detenções "por conta da ação agressiva e orquestrada", segundo nota do órgão.

O comitê organizador informou que os invasores foram contidos pela segurança e não chegaram aos assentos, mas uma fonte da organização da Copa reconheceu que alguns torcedores de fato conseguiram acessar as arquibancadas após a invasão pelo centro de imprensa.

O COL repudiou o que chamou de "atos de violência" e disse que comunicaria "em breve" medidas a serem tomadas.

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Torcedores do Chile levados pela polícia após invadirem centro de mídia do Maracanã. 18/06/2014 REUTERS/Dylan Martinez