Invasão de chilenos ao centro de mídia do Maracanã aumenta preocupação com segurança

quarta-feira, 18 de junho de 2014 21:32 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Pelo menos 200 torcedores chilenos invadiram o centro de mídia do Maracanã pouco antes da partida entre Chile e Espanha, nesta quarta-feira, e destruíram algumas instalações do local, aumentando a preocupação com a segurança nos estádios para as partidas da Copa do Mundo após algumas falhas nos últimos dias.

Ao menos 85 torcedores do Chile foram detidos pela Polícia Militar após o tumulto, mas alguns invasores conseguiram entrar no estádio e assistir à vitória do Chile por 2 x 0.

"Um grupo de pessoas sem ingressos forçou de forma violenta a entrada no estádio, quebrando cercas e passando pela segurança", disse o Comitê Organizador Local da Copa do Mundo (COL) em comunicado.

"A situação rapidamente foi controlada e pelo menos 85 invasores foram detidos de acordo com a Policia Militar", acrescentou.

A Polícia Federal informou que dará prazo máximo de 72 horas para que eles deixem o país, de acordo com o Estatuto do Estrangeiro. "Caso não cumpram a notificação, os torcedores estrangeiros estarão sujeitos à deportação sumária pela Polícia Federal", disse em nota.

A Secretaria de Segurança do Estado do Rio de Janeiro informou através de sua assessoria de imprensa que os chilenos deverão ser autuados por resistência à prisão e danos ao patrimônio, "porque eles depredaram o centro de mídia da Fifa".

Após autuados, eles seriam liberados, disse o assessor da secretaria Pedro Dantas.  

Segundo a secretaria, o COL pediu o apoio da Polícia Militar para garantir a segurança de alguns acessos ao Maracanã e para efetuar as detenções "por conta da ação agressiva e orquestrada", segundo nota do órgão.   Continuação...

 
Torcedores do Chile levados pela polícia após invadirem centro de mídia do Maracanã. 18/06/2014 REUTERS/Dylan Martinez