Eliminação precoce é fim de uma era para Espanha

quarta-feira, 18 de junho de 2014 20:25 BRT
 

Por Iain Rogers

(Reuters) - A chocante eliminação da Espanha da Copa do Mundo nesta quarta-feira sinaliza um final vergonhoso para uma fase brilhante de seis anos, durante os quais a nação ibérica dominou todos diante de si, arrebatando seu primeiro título mundial e enfileirando troféus europeus.

O primeiro grande sucesso espanhol veio no Campeonato Europeu de 1964, e depois os torcedores amargaram mais de quatro décadas de promessas vazias que finalmente terminaram com a vitória de 1 x 0 sobre a Alemanha na final da Euro 2008.

Vicente del Bosque assumiu o cargo do falecido técnico Luis Aragonés depois do triunfo em Viena, e o sucesso continuou.

O time erguido ao redor de talentos como o capitão e goleiro Iker Casillas, os meio-campistas Xavi, Xabi Alonso, Andrés Iniesta e Cesc Fábregas e os atacantes David Villa e Fernando Torres deu sequência com as vitória na Copa de 2010 e na Euro 2012.

Del Bosque só precisou fazer um ajuste aqui e ali no time e, com uma série de campeões comprovas teoricamente ainda próximos do auge de suas carreiras, a Espanha era vista por muitos como tendo uma bela chance de se tornar uma das três nações a defender seu título com sucesso, como a Itália em 1938 e o Brasil em 1962.

Mas não era para ser.

O torneio dos espanhóis começou de forma chocante, quando a Holanda lhes infligiu sua pior derrota em um Mundial em mais de 60 anos na surra de 5 x 1 da estreia – doce vingança dos holandeses pela derrota na final de 2010.

Del Bosque manteve a calma em meio aos maus augúrios dos jornais esportivos espanhóis, como fez quando a Espanha sofreu uma derrota surpreendente de 1 x 0 para a Suíça na África do Sul quatro anos atrás.   Continuação...

 
Jogador espanhol Sergio Busquets após perder chance de gol contra o Chile, no Maracanã, Rio de Janeiro. 18/6/2014 REUTERS/Jorge Silva