19 de Junho de 2014 / às 18:48 / em 3 anos

Grupamento da PM para estádios pode ser chamado a atuar no Maracanã, dizem fontes

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O grupamento da Polícia Militar do Rio de Janeiro especializado na atuação em estádios de futebol pode ser convocado a atuar no Maracanã para evitar novas invasões no estádio na Copa do Mundo, disseram nesta quinta-feira fontes próximas ao evento, um dia depois de um grupo de torcedores chilenos ter invadido o local.

A possível atuação do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe) deve ser avaliada ainda nesta quinta-feira pelas autoridades de segurança envolvidas na Copa.

O grupamento tem um papel secundário na segurança dentro do Maracanã, uma vez que uma empresa privada é responsável por isso.

As avaliações internas de alguns envolvidos sobre os incidentes são de que as duas invasões ao estádio foram orquestradas, e os torcedores de Argentina e Chile perceberam que havia pontos de acesso ao estádio mais vulneráveis.

No domingo, torcedores argentinos foram detidos ao tentar pular um grade e, na quarta feira, ao menos 85 chilenos foram detidos ao invadir o centro de mídia do Maracanã.

“O alerta de que o torcedor da América do Sul é diferente da Europa já tinha sido dado. Mas mantiveram o padrão de segurança privado dentro do estádio", disse à Reuters uma fonte em condição de anonimato.

"O batalhão não está atuando na sua expertise, dentro (a segurança) é privada. É preciso respeitar as particularidades de cada país, cidade-sede e pronto. Aí está o erro”, acrescentou a fonte.

Há anos, o grupamento atua no Maracanã e em outros estádios do Rio de Janeiro no controle de acesso às arenas, patrulhamento interno e externo e vistoria e abordagens a torcedores.

O comandante da tropa, João Fiorentini, não quis comentar sobre a possiblidade de atuação. "Não posso falar nada sobre isso", disse à Reuters por telefone.

Em dias de jogos da Copa, cerca de mil seguranças privados atuam na parte interna do estádio, e outros 3 mil homens do lado de fora. Além disso, homens do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais (Bope) têm uma sala dentro do Maracanã onde ficam concentrados. Eles só são acionados para as chamadas contingêcias graves.

O aumento desse efetivo externo não está descartado para os próximos jogos.

No domingo, Bélgica e Rússia farão o terceiro jogo no estádio que receberá a final da Copa, em 13 de julho.

"Podemos fazer um ajuste no efetivo e na questão operacional", afirmou à Reuters o subsecretário extraordinário de grandes eventos do Estado do Rio, Roberto Alzir.

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