Messi é finalmente aprovado em teste como líder da Argentina

quinta-feira, 19 de junho de 2014 18:33 BRT
 

Por Marcelo Androetto

BELO HORIZONTE (Reuters) - Lionel Messi estreou com a braçadeira de capitão da seleção argentina em Calcutá no dia 2 de setembro de 2011. Mas somente dois anos e noves meses depois, esta semana no Brasil, o astro do Barcelona se destacou como líder.

Prestes a completar 27 anos, Messi já não se comunica com sua canhota mágica somente em campo. Também o faz fora das quatro linhas.

Entre domingo e segunda-feira, após a malograda experiência como o esquema defensivo montado por Alejandro Sabella para o duelo contra a Bósnia na estreia no Mundial, o atacante levantou a voz, em seu estilo ponderado, mas de maneira contundente.

“Somos a Argentina, não importa o adversário que tenhamos pela frente”, disse para deixar claro que não lhe agrada o esquema com cinco defensores e que prefere uma escalação mais ofensiva que inclua Angel Dí María, Gonzalo Higuaín e Sergio Agüero na frente e Fernando Gago como armador no meio-campo.

O proeminência de Messi no elenco argentino passou a ser indiscutível desde a chegada do treinador Alejandro Sabella, que decidiu lhe dar a faixa de capitão desde sua estreia no comando em uma vitória por 1 x 0 sobre a Venezuela, na Índia.

Javier Mascherano, capitão até então, fez questão de dizer a Messi que sua hora havia chegado para carregar a faixa. “Se tinha competência o bastante para ser o melhor do mundo, como não ia ter para carregar a faixa de capitão?!”, declarou seu amigo e companheiro no Barcelona.

No entanto, o que em campo parecia óbvio --todos reconheciam a liderança de Messi por sua inspiração dentro das quatro linhas-- não parecia tão claro fora dos gramados.

Os torcedores argentinos continuavam sentindo a falta de um líder com o estilo de um Daniel Passatella ou Diego Maradona, uma voz de comando que, devido a sua personalidade, o jogador natural de Rosário parecia apto a assumir.   Continuação...

 
Jogador argentino Lionel Messi durante treino em Vespasiano (MG). 18/6/2014 REUTERS/Sergio Perez