Mertesacker desafia críticos e deve jogar centésima partida pela Alemanha

quinta-feira, 19 de junho de 2014 19:22 BRT
 

Por Erik Kirschbaum

SANTO ANDRÉ (Reuters) - Per Mertesacker disse que nunca poderia ter sonhado sequer em chegar perto da marca de 100 escalações pela Alemanha, patamar que deve atingir no sábado, e deixou de lado o que lhe é de costume nesta quinta-feira para elogiar o técnico Juergen Klinsmann por seu papel na renovação da seleção alemã há uma década.

O alto Mertesacker, um dos zagueiros mais leais do futebol que raramente recebe um cartão, disse também estar orgulhoso por ter desmentido seus muitos detratores, para quem sua carreira na seleção deveria ter sido encerrada seis anos atrás.

“Alguns anos atrás eu realmente não esperava ser capaz de chegar a 100 escalações”, disse o zagueiro do Arsenal, que parece garantido para entrar como titular no próximo duelo da Alemanha pelo Grupo G do Mundial, contra Gana, no sábado.

Mertesacker, que nunca aparenta sair do sério, mostrou estar claramente contente com o fato de ter sobrevivido por tanto tempo como baluarte da zaga alemã, e mesmo completando 30 anos em setembro, ele ainda espera permanecer no posto por mais alguns anos.

“Ao contrário de todas as previsões feitas há cinco ou seis anos, eu ainda estou aqui e espero ter mais alguns bons momentos por mais alguns anos”, disse Mertesacker. “Estou orgulhoso por todo esse tempo e mesmo que esteja ficando mais velho, espero continuar jogando na seleção por alguns anos, pelo tempo em que estiver saudável.”

Mencionado com frequência como exemplo de fair play na Alemanha, Mertesacker não economizou nos elogios a Klinsmann, hoje técnico dos Estados Unidos, que o convocou para sua primeira partida pela seleção alemã, contra o Irã, em 2004. Klinsmann chamou o ainda desconhecido Mertesacker em seu aniversário de 20 anos.

“Ele teve um papel fundamental em trazer uma lufada de ar fresco ao futebol alemão”, disse o zagueiro sobre Klinsmann, que assumiu o time alemão em 2004, após uma humilhante eliminação na Eurocopa 2004, após Ottmar Hitzfeld e Otto Rehhagel terem recusado a vaga aberta com a saída de Rudi Voeller.

“Klinsmann injetou muita confiança em toda uma geração de jovens jogadores e isso ainda perdura”, acrescentou. “Ele é um treinador que motiva muito, que levantou a moral de muitos jogadores.”

 
Jogador alemão Per Mertesacker em coletiva de imprensa em Santo André (BA). 19/6/2014 REUTERS/Arnd Wiegmann