21 de Junho de 2014 / às 17:08 / 3 anos atrás

Agora é a hora de a Bósnia mostrar seu valor, diz técnico

Técnico da seleção da Bósnia, Safet Susic, durante treino da equipe em Cuiabá. 20/06/2014.Ueslei Marcelino

CUIABÁ (Reuters) - A estreante em Mundiais Bósnia tem de provar verdadeira a crença de seu técnico, Safet Susic, de que a equipe é boa o bastante para chegar às oitavas de final da Copa do Mundo, e derrotar a Nigéria neste sábado, disse o treinador.

Depois de uma partida disputada em que foi derrotada por 2 x 1 pela Argentina na estreia, Susic disse acreditar que sua equipe --única estreante no Brasil-- é a segunda força do Grupo F, mas afirmou que seus jogadores têm que mostrar isso.

"Provavelmente estamos na posição mais desconfortável entre todas as equipes, porque se perdermos podemos fazer as malas e ir para casa", disse ele em entrevista coletiva na Arena Pantanal na sexta-feira.

"Os outros têm uma chance teórica de avançar. Então todos estão cientes da importância da partida."

A Nigéria empatou em 0 x 0 com o Irã em sua estreia, em uma partida sem emoções que irritou os torcedores presentes ao estádio e também os que ficaram na Nigéria.

Embora Susic tenha dito que no início da semana estava avesso a assumir muitos riscos na segunda partida, na sexta ele mostrou mais disposição de colocar seu time no ataque.

"Deve ser um jogo aberto com muitas chances e, talvez, muitos gols", disse.

Uma das grandes questões para a Bósnia ainda está aberta: se Susic vai colocar como titular o atacante Vedad Ibisevic, que fez o primeiro gol da Bósnia em Copas do Mundo contra a Argentina, depois de sair do banco de reservas.

"Ainda tenho alguns dilemas táticos e, portanto, ainda não posso dizer se Ibisevic vai começar", disse Susic.

O meio-campista Sejad Salihovic, que sofre com uma lesão, treinou e estará no banco de reservas, mas Susic disse que espera não precisar usá-lo agora.

"Contamos com ele para a terceira e, possivelmente, a quarta partida", disse, expressando confiança de que a Bósnia irá às oitavas de final.

Se ainda havia alguma dúvida na confiança do treinador no às vezes temperamental atacante Edin Dzeko, ele procurou colocar isso de lado afirmando que "ele é tão importante para nós quanto Messi é para a Argentina, Ronaldo para Portugal ou Neymar para o Brasil".

O treinador de 59 anos, que fez 21 gols em 54 jogos pela seleção da então Iugoslávia e é apontado como um dos atacantes mais talentosos da história da equipe, disse que a ambiciosa meta de se classificar às oitavas é "auto imposta" e não resultado da pressão de uma nação jovem com fome de tornar-se conhecida.

"Ninguém espera um milagre de nós", disse. "Muitos torcedores do nosso país querem apenas que joguemos o melhor futebol que pudermos deixando uma boa impressão."

Reportagem adicional de Zoran Milosavljevic em Manaus

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