Argentina tem ótimo solista, mas precisa de uma orquestra completa

domingo, 22 de junho de 2014 13:59 BRT
 

Por Karolos Grohmann

BELO HORIZONTE (Reuters) - A Argentina chegou ao Brasil cheia de esperanças e sonhos, mas a partida vencida nos últimos minutos contra a seleção do Irã expôs uma série de deficiências na equipe que precisam de melhoras urgentes caso eles queiram disputar o título mundial.

O belo gol de Lionel Messi nos acréscimos do segundo tempo pode ter garantido a classificação para a segunda fase do torneio, mas o futebol demonstrado pelos setores ofensivo e defensivo da Argentina contra o Irã, uma equipe muito mais fraca, estava longe do que deveria ser apresentado por uma seleção favorita no Mundial. 

Entrando em campo com uma das formações ofensivas mais ameaçadoras do futebol mundial, com Messi ao lado de Sérgio Aguero, Gonzalo Higuaín e Angel Di Maria, a Argentina atacava de maneira desconexa, deixando buracos abertos no meio da defesa.

O 'quarteto fantástico', como eles são conhecidos, parecia mais uma banda cover montada às pressas, completamente desafinada e fora de sincronia por grande parte do jogo. A vitória por 1 x 0 foi bem pouco merecida. 

Higuaín e Aguero conseguiram apenas um tiro a gol cada, enquanto Messi conseguiu seis. 

"Temos que olhar bem para o que aconteceu e tentar melhorar. Temos algumas causas de preocupação", afirmou o técnico Alejandro Sabella a jornalistas.

Uma dessas causas é o trabalho de Aguero e Di Maria pelas laterais do campo. O valor combinado dos dois jogadores é muito maior do que a equipe iraniana inteira, no entanto, os argentinos se mostraram completamente ineficientes contra os humildes adversários. 

A eficiência de Higuaín como atacante também foi questionada, com o técnico Sabella o substituindo e Aguero no final da partida para ressucitar sua linha ofensiva.   Continuação...

 
Messi comemora gol contra o Irã.   REUTERS/Leonhard Foeger