Não há nada de incomum nos testes de doping da Costa Rica, diz Fifa

domingo, 22 de junho de 2014 14:56 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A decisão de convocar sete jogadores costa-riquenhos, ao invés de dois, para os testes de doping após a partida contra a Itália na Copa do Mundo foi um procedimento normal, afirmou a entidade que comanda o futebol, a Fifa, neste domingo. 

A seleção da Costa Rica ficou irritada diante do incidente após a vitória por 1 x 0 na partida do Grupo D em Recife na sexta-feira, dizendo que isso poderia levantar suspeitas.

Entretanto, uma porta-voz da Fifa disse que dois jogadores foram chamados para os testes regulares antidoping que acontecem após as partidas, enquanto os outros cinco deveriam ser testados para os chamados "passaportes biológicos".

Mais de 90 por cento dos jogadores da Copa do Mundo tiveram seus passaportes biológicos avaliados antes do torneio, enquanto o restante, incluindo cinco jogadores da Costa Rica, devem ser testados durante a competição. 

"Foi um procedimento-padrão, não houve nada suspeito", disse ela em coletiva da Fifa.

A federação costa-riquenha de futebol criticou a maneira na qual os testes foram conduzidos em um comunicado em seu website (www.fedefutbolcr.com).

"Nós acreditamos, aceitamos e confiamos nos testes conduzidos pela Fifa, mas queremos uma explicação sobre a quantidade de jogadores que foram convocados", disse Adrian Gutierrez, presidente do comitê de equipes nacionais da federação.

"O que surpreende é que sete jogadores foram levados ao teste antidoping ao mesmo tempo, o que levanta suspeitas de que os jogadores da Costa Rica estejam jogando com doping".

A Costa Rica, que também bateu o Uruguai em seu jogo de abertura, já se classificou para a fase eliminatória do torneio. É a segunda vez em sua história que a seleção realiza o feito. 

(Reportagem por William Schomberg e Brian Homewood)