Itália é especialista em jogo decisivo, afirma goleiro Buffon

domingo, 22 de junho de 2014 17:30 BRT
 

NATAL (Reuters) - Os italianos são especialistas em jogos decisivos e têm uma versatilidade de camaleão que fará com que consigam o resultado que precisam na partida contra o Uruguai, afirmou o capitão italiano Gianluigi Buffon neste domingo. 

O goleiro de 36 anos, que disputa a quinta Copa do Mundo de sua carreira, disse que a experiência da Itália em partidas determinantes será um fator decisivo no conflito pelo grupo D na Arena das Dunas na próxima terça-feira.

Depois de uma vitória por 2 x 1 contra a Inglaterra seguida por uma surpreendente derrota para a Costa Rica, a Itália precisa de pelo menos um empate contra o Uruguai para avançar às oitavas de final da Copa do Mundo, ao lado do país centro-americano. 

"Este é o décimo torneio internacional que estou disputando com a Itália e em 10 torneios apenas uma vez estávamos classificados antes da terceira partida", disse Buffon a jornalistas em Natal. 

"Se não estou errado, cinco vezes precisávamos de um empate, e quatro vezes precisávamos da vitória. A história não mudou tanto."

A Itália precisa de um resultado na partida final depois de uma exibição decepcionante contra a Costa Rica, em que ofereceu aos seus adversários muitas oportunidades de ataque, criando pouquíssimas possibilidades. 

Buffon disse que os torneios no passado mostravam que uma segunda partida abaixo das expectativas estava dentro das tradições italianas.

"Historicamente para a Itália, todas as vezes que vencemos o primeiro jogo, o segundo jogo não era muito bom", acrescentou. 

"Isso é parte do nosso DNA. Não sei o porquê. Mas então na terceira partida conseguimos um nível de jogo melhor, e é nisso que estamos nos concentrando agora". 

Mais preocupante para a Itália talvez seja a lesão que certamente deixará de fora da partida o volante Daniele De Rossi, forçando o técnico Cesare Prandelli a mudar a formação da equipe. 

(Por Nick Mulvenney)

 
Goleiro italiano Buffon treina em Natal.    REUTERS/Carlos Barria