Não há seleções fracas nesta Copa do Mundo, dizem técnicos

segunda-feira, 23 de junho de 2014 15:33 BRT
 

Por Mike Collett

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Uma tendência emergiu claramente na Copa do Mundo – nenhuma seleção se mostrou bucha de canhão.

Naturalmente alguns times são melhores do que outros, e devem se destacar como líderes de seus grupos e passar às oitavas de final.

Mas a soberba disciplina defensiva do Irã contra a Argentina, a contundência do ataque de Gana no segundo tempo contra a Alemanha e as vitórias surpreendentes da Costa Rica sobre Uruguai e Itália, entre outros, provam que a distância entre as ‘seleções menores’ e as potências estabelecidas está se reduzindo cada vez mais.

No que beirou uma grande reviravolta, a Holanda chegou a perder de 2 x 1 durante parte do jogo para a Austrália, 62ª do ranking da Fifa, antes de vencer por 3 x 2.

O técnico do Uruguai, Óscar Tabárez, está convencido de que não há mais seleções fracas na Copa, e sua opinião é compartilhada por muitos outros técnicos de nações mais badaladas que já levaram sustos no torneio

“O que se ouve na mídia nem sempre é verdade”, disse Tabárez, cujo time foi derrotado por 3 x 1 pelos azarões costarriquenhos em sua partida de estreia.

"Favoritismo e histórico são relativos durante a competição. A paridade é um traço distintivo do futebol de hoje. Sempre há surpresas em uma Copa do Mundo, porque sempre há seleções que não foram computadas nos cálculos”.

Sempre haverá dias em que um time faz tudo certo e bate outro com um grande placar e, ironicamente, os dois que sofreram as maiores derrotas na fase de grupos foram a campeã mundial Espanha, que perdeu de 5 x 1 para a Holanda, e Portugal, derrotado por 4 x 0 pela Alemanha.   Continuação...

 
Jogador holandês Arjen Robben durante vitória sobre o Chile, na Area Corinthians, em São Paulo. A Holanda se classificou com três vitórias para a próxima fase da Copa. REUTERS/Ivan Alvarado