"Catimba" e "qualidade" do Chile incomodam Felipão

segunda-feira, 23 de junho de 2014 22:10 BRT
 

Por Pedro Fonseca

BRASÍLIA (Reuters) - Luiz Felipe Scolari deixou claro logo após o sorteio dos jogos da Copa do Mundo no fim do ano passado: preferia enfrentar Holanda ou Espanha a ter de jogar contra o Chile nas oitavas de final. O desejo do técnico, no entanto, não se tornou realidade.

"Se eu pudesse escolher, escolheria uma outra seleção porque acho (a chilena) a mais difícil por se tratar também de uma seleção sul-americana. Catimba, qualidade, organização, tudo isso o Chile tem", disse o treinador sobre o próximo rival do Brasil na Copa, após ter se classificado em primeiro do grupo com uma goleada de 4 x 1 sobre Camarões, nesta segunda-feira.

A seleção chilena ficou com a segunda posição do Grupo B após ser derrotado por 2 x 0 pela Holanda, também nesta segunda, numa partida em que os dois times entraram em campo já classificados após terem vencido a atual campeã mundial Espanha.

Brasil e Chile se enfrentaram também nas oitavas de final da Copa do Mundo passada, na África do Sul, com vitória brasileira por 3 x 0.

A seleção chilena, no entanto, evoluiu bastante desde então e tem recebido elogios pelo futebol ofensivo demonstrado na primeira fase da Copa do Mundo, com destaque para o trio Aránguiz, Vargas e Sánchez.

As duas equipes, que vão jogar no sábado em Belo Horizonte, se enfrentaram duas vezes desde o último Mundial, ambas no ano passado em dois jogos complicados para a seleção brasileira: 2 x 2 em Belo Horizonte e 2 x 1 em Toronto.

"É um adversário que a gente já enfrentou várias vezes e a gente sabe da dificuldade que vai ter", disse o lateral-direito Daniel Alves, remanescente do time de 2010, que após vencer o Chile foi eliminado pela Holanda nas quartas de final.

O jogador do Barcelona concordou com Felipão que teria sido melhor evitar um duelo com os chilenos.   Continuação...

 
Técnico Luiz Felipe Scolari durante entrevista coletiva na véspera do jogo contra Camarões, no estádio Mané Garrincha, em Brasília. 22/6/2014 REUTERS/Ueslei Marcelino