25 de Junho de 2014 / às 19:30 / em 3 anos

Gramados da Copa do Mundo recebem críticas de técnicos e jogadores

SÃO PAULO (Reuters) - Técnicos e jogadores reclamaram sobre o estado dos campos utilizados na Copa do Mundo, com os gramados em vários estádios, particularmente naqueles entregues poucas semanas antes do início do torneio, sendo criticados como impróprios para um campeonato dessa importância.

Trabalhador prepara gramado na Arena Pernambuco, em Recife. 25/6/2014 REUTERS/Ruben Sprich

A Fifa não deixou que algumas equipes treinassem nos campos onde seriam disputadas as partidas e os técnicos do Chile e da Bósnia, assim como jogadores da Bélgica e de Gana, estão entre os que reclamaram que a grama está gasta ou sai com facilidade.

“Foi um campo muito ruim, com clima terrível”, disse o técnico da Bósnia Safet Susic sobre a Arena Pantanal, em Cuiabá, após sua equipe ter perdido por 1 x 0 para a Nigéria no sábado. “Campo ruim, úmido. Um oponente muito forte. É por isso que perdemos.”

“Eu não quero culpar as condições do gramado”, acrescentou Susic. “Somos uma equipe tecnicamente habilidosa e podemos oferecer mais em um campo bom. Mas o campo foi o mesmo para nós e para a Nigéria e foi um empecilho para marcar mais gols”.

Poucos dias depois, o técnico do Japão, Alberto Zaccheroni, disse sobre o mesmo campo: “Se você está buscando perfeição, então provavelmente este campo está longe disso”.

A condição do gramado em Cuiabá pode estar relacionada à entrega do estádio. Foi uma das três arenas terminadas com meses de atraso, o que significa que a grama foi colocada tarde.

O Brasil optou por utilizar 12 estádios na Copa do Mundo, e seis deles estavam prontos há mais tempo, tendo sido utilizados para a Copa das Confederações em junho do ano passado.

Os outros seis deveriam estar prontos em dezembro, mas alguns foram apenas entregues em maio.

Em um deles, de Curitiba, a Fifa proibiu que Austrália e Espanha treinassem no gramado um dia antes, porque o campo ainda não havia se recuperado da partida entre Honduras e Equador dois dias antes.

Em São Paulo, na Arena Corinthians, outro estádio entregue em cima da hora, o técnico chileno chamou o campo de “muito ruim” e disse que sua equipe não treinou nele antes da partida contra a Holanda para não danificá-lo ainda mais.

Apenas cinco partidas profissionais foram realizadas desde que o estádio foi inaugurado pelo Corinthians em 18 de maio. Mesmo assim, o gramado parece gasto e organizadores isolaram as pequenas áreas antes das partidas.

A questão não está limitada aos estádios entregues nas últimas semanas. Jogadores da Bélgica reclamaram sobre a grama do Maracanã após a vitória de 1 x 0 sobre a Rússia, e a seleção brasileira não pode treinar no estádio de Brasília antes da partida contra Camarões.

Representantes da Fifa não responderam a perguntas por email sobre a questão, mas membros do Comitê Organizador Local (COL) rejeitaram preocupações e disseram não ter recebido reclamações oficiais.

“O que está acontecendo é que os jogos são muito intensos, há muitas coisas acontecendo, mas as equipes que cuidam da grama estão prestando atenção a isso”, disse Saint-Clair Milesi, porta-voz do COL.

“Frequentemente é mais uma questão de aparência do que de desempenho.”

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