25 de Junho de 2014 / às 20:20 / em 3 anos

Luiz Gustavo se destaca na seleção pela discrição fora e dentro de campo

TERESÓPOLIS Rio de Janeiro (Reuters) - Entre todos os titulares da seleção brasileira, Luiz Gustavo é provavelmente o menos conhecido da torcida e quem tem menor badalação em torno de seu nome, o que não o impede de ser apontado pelos colegas e pelo técnico Luiz Felipe Scolari como fundamental para o time.

Luiz Gustavo, da seleção brasileira, posa para foto em Goiânia. 04/06/2014. REUTERS/Ueslei Marcelino

Discreto dentro e fora de campo, o volante é o segundo maior ladrão de bolas da Copa do Mundo, com 24 desarmes em 8 partidas, e também está entre os melhores da competição no número de carrinhos certos, armas que serão fundamentais para o Brasil no duelo com o Chile pelas oitavas de final.

Seu temperamento tranquilo não lhe concede o mesmo status de estrela de alguns companheiros, da mesma forma que seu papel de contenção no meio-campo o faz muitas vezes passar despercebido em campo. Menos para quem está ali de perto.

“Ele é o cara que é o xerife, que marca e joga também. Dá gosto de ver o Luiz jogando, nós jogadores da seleção gostamos muito de ver o Luiz jogando”, disse nesta quarta-feira o meia-atacante Willian, em entrevista coletiva após treino da equipe na Granja Comary, em Teresópolis (RJ).

Luiz Gustavo, de 26 anos e que defende o Wolfsburg, da Alemanha, tornou-se titular da seleção brasileira de forma inesperada.

Em busca de aumentar o poder de marcação do meio-campo do Brasil durante a preparação para a Copa das Confederações do ano passado, Felipão abriu mão de jogar com dois volantes mais leves e escalou Luiz Gustavo como seu cão-de-guarda da defesa.

A formação melhorou o time, que conquistou o torneio preparatório para o Mundial com cinco vitórias em cinco jogos, tendo Luiz Gustavo como um dos destaques -- apesar de praticamente não ter sido reconhecido por sua importância.

Na Copa do Mundo, o volante manteve a regularidade e conseguiu maior destaque na goleada de 4 x 1 sobre Camarões, quando roubou uma bola, avançou pela esquerda e fez o passe para Neymar abrir o marcador.

Atacante no início do carreira, Luiz Gustavo acredita que se encontrou no futebol como volante justamente por seu jeito de ser.

“A minha discrição nas questões pessoais, a forma como levo minha vida, isso tudo me ajuda a ser dessa posição”, afirmou o volante a repórteres nesta quarta na Granja.

Nas entrevistas, Luiz Gustavo mantém um padrão protocolar de respostas para não se comprometer. Perguntado sobre preocupação com a arbitragem, diz que “não pensa em nada” fora de campo, e também não opina sobre jogar com Paulinho ou Fernandinho como companheiro de meio-campo.

“Para mim não muda nada, tenho que seguir minha característica dentro do que o professor pede”, afirmou sobre a entrada de Fernandinho no lugar de Paulinho, que melhorou notadamente o desempenho da seleção no segundo tempo contra Camarões.

Luiz Gustavo é um dos quatro jogadores do Brasil pendurados com um cartão amarelo, ao lado de Neymar, Ramires e Thiago Silva. Jogando numa posição em que muitas vezes é obrigado a parar os adversários com faltas, o jogador garantiu que não vai se preocupar com um possível segundo cartão na partida contra o Chile.

“Nós temos um jogo em que tudo pode acontecer, não estou pensando no que vai ser depois. Vou me esforçar ao máximo nessa partida e fazer tudo que tenho que fazer para ajudar minha equipe, sem receio algum”, garante.

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